Prestigiado pela maioria dos prefeitos, Wanderlei volta a dizer que não renuncia e pede: “Não podemos deixar que as dificuldades políticas atrapalhem a boa convivência administrativa”

Maju Cotrim

O Palácio sedia a cerimônia oficial de liberação das ordens de serviço realizada nesta segunda-feira, 23, no auditório em Palmas. O governador Wanderlei Barbosa foi prestigiado pela maioria dos gestores e pelos aliados da base. Todos os discursos políticos evidenciaram a aprovação de Wanderlei e elogiaram a gestão.

O ato integra a 1ª etapa do Programa de Fortalecimento da Economia e Geração de Emprego do Governo do Estado, em parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.

Na primeira fila estão os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha, o presidente da Assembleia, Amélio Cayres, além do deputado Carlos Gaguim e vários outros estaduais. O governador ficou ladeado dos aliados e não deu nenhuma conotação pré-eleitoral desde a chegada no evento. O auditório ficou pequeno para os presentes e cadeiras foram colocadas até nos corredores e na parte da frente.

O governador fez questão de citar todos os prefeitos nominalmente na sua fala. Ele falou da sua agenda propositiva com a bancada e a Assembleia. Na maior parte de sua fala, ele defendeu os indicadores positivos do Estado.

“Não podemos deixar que as dificuldades políticas atrapalhem a boa convivência administrativa”, disse.

O governador pediu que os gestores dessem andamento aos trâmites burocráticos para recebimento dos recursos.

Wanderlei fez referência novamente à gestão interina e lembrou o recuo feito ao Projovem Trabalhador. Ele criticou o que chamou de “desinformação” feita pela gestão temporária de Laurez Moreira.

Ele falou ainda da educação e sinaliza prioridade para as obras das escolas, além de defender as ações também na saúde. “Nosso governo observa a crítica feita”, ponderou.

Ele agradeceu a parceria com os municípios em várias áreas. Ele anunciou o pagamento de recursos para a agenda cultural.

Não vou renunciar

O governador comunicou oficialmente aos prefeitos que não será candidato este ano nem irá renunciar.

“Não vou renunciar, serei governador até janeiro do ano que vem para entregar um Estado melhor do que recebi, muito melhor”, disse.

“Ninguém evoluiu esse Estado como nós evoluímos”, afirmou.

Energisa

O governador falou ainda da venda da Energisa. “Ruim é perder a Energisa, estamos perdendo a Energisa e isso é ruim”, disse ao afirmar que apenas o Tocantins tem 23% de participação e fez compromisso em transformar os valores em recursos para os municípios.

“Quero ser útil ao nosso Estado da mesma forma que o ex-governador Siqueira Campos vendeu e outros, se não vender, perde”, disse.

Concurso

O governador defendeu ainda a realização de concursos. “Quem achar que é politicagem, entra na justiça que eu cancelo, faço concurso desde quando entrei no governo”, disse.

“Isso é politicagem? Não sou nem candidato”, pontuou.