Vices no radar: quem pode assumir prefeituras nos próximos meses no Tocantins

Com a aproximação do calendário eleitoral, os bastidores da política municipal começam a se movimentar em diversas regiões do Tocantins. Em ano de eleições, a possibilidade de prefeitos renunciarem aos cargos para disputar novos mandatos ou outros postos eletivos coloca os vice-prefeitos no centro do tabuleiro político. Em alguns municípios estratégicos, a troca no comando do Executivo pode ocorrer já nos próximos meses, alterando correlações de forças, prioridades administrativas e até o ritmo das gestões.

Em Dianópolis, no sudeste do Estado, o cenário é acompanhado de perto. Quando o prefeito José Salomão renunciar para entrar na disputa de federal deste ano, quem assume automaticamente a prefeitura é o vice Hormides Rodrigues Neto, do União Brasil (UB). O movimento teria impacto direto em uma das cidades mais relevantes da região sudeste, tanto do ponto de vista político quanto administrativo.

No extremo norte, em Axixá do Tocantins, a eventual renúncia do prefeito Auri também já tem sucessão definida. Nesse caso, a chefia do Executivo municipal passaria para o vice-prefeito Negão do Cinda, figura conhecida no município e que teria a missão de conduzir a administração em um período naturalmente sensível, marcado por transição política e cobranças da população.

Em Colinas do Tocantins, um dos principais polos urbanos do norte do Estado, o cenário segue a mesma lógica institucional. Se o prefeito Kasarin decidir renunciar ao cargo, a prefeitura será assumida pelo vice Zé Nagru, filiado ao partido Republicanos. A eventual mudança ganha peso político por se tratar de uma cidade estratégica, com forte influência regional e grande visibilidade no cenário estadual.

Já no Vale do Araguaia,

em Paraíso do Tocantins, na hipótese de renúncia do prefeito Celso Morais quem assumiria a prefeitura seria o vice Ubiratan. Celso porém ainda está decidindo se vai mesmo sair para a disputa.

Mais do que simples substituições administrativas, essas possíveis mudanças evidenciam como os vice-prefeitos deixam de ser figuras secundárias para se tornarem protagonistas em momentos decisivos do ciclo político. A eventual ascensão desses nomes ao comando das prefeituras pode redefinir agendas, estratégias e alianças locais, além de influenciar diretamente o ambiente eleitoral nos municípios e em suas regiões.

Em ano de decisões estratégicas, o cargo de vice-prefeito se mostra, mais uma vez, uma posição-chave no xadrez da política tocantinense.