A importância e os riscos para o Cerrado no Tocantins

| Gazeta do Cerrado - Para mentes pensantes | - 11/09/2019

Última atualização em 11/09/2019 13:27

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No Brasil, 11 de setembro é o Dia Nacional do Cerrado, reservado para lembrar a importância do segundo maior bioma da América do Sul. Esse bioma se estende por um pouco mais de 2 milhões de km2, que equivale a aproximadamente 22% território Nacional. Com áreas contínuas nos estados do Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, com alguns reflexos no Amapá, Roraima e Amazonas.

Portanto, é importante destacar os recursos guardados nesse bioma, uma vez que, no Cerrado se encontram as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul, Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata. Então, além do potencial aquífero, outros aspectos evidenciam a importância da preservação de sua biodiversidade.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), no bioma Cerrado já foram catalogadas mais de 11,6 mil espécies de plantas nativas. A diversidade de seus habitats abriga entorno de 199 espécies de mamíferos, 837 de aves, 1200 de peixes, 180 de répteis e 150 de anfíbios. Estima-se a hospedagem de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins trópicos.

Esse bioma possui grande importância social, para comunidades indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros, que extraem do Cerrado a sobrevivência de suas famílias, com uso do conhecimento tradicional. Entre as espécies de sua flora, mais de 220 têm uso medicinal e mais de 416 podem ser usadas na recuperação do solo degradado. Mais de 10 tipos de frutos são considerados comestíveis, conhecidos e comercializáveis; entre eles, o Pequi (Caryocar brasiliense), Buriti (Mauritia flexuosa), Mangaba (Hancornia speciosa), Cagaita (Eugenia dysenterica), Bacupari (Salacia crassifolia), Cajuzinho do cerrado (Anacardium humile), Araticum (Annona crassifolia) e as sementes do Barú (Dipteryx alata).

Essa breve resenha dos aspectos do bioma Cerrado evidencia o papel que seu ecossistema exercer na qualidade de vidas humanas e manutenção dos recursos naturais que podem interferir no desempenho do clima. Os crimes ambientais potencializam as ameaças ao bioma Cerrado. As extensões territoriais dessas áreas tornam extremamente importantes as constantes campanhas de sensibilização, iniciativas de educação ambiental e o apoio popular aos órgãos ambientais, por meio das denúncias dos autores de práticas que afetam o equilíbrio e preservação ambiental.

No Tocantins

No período de estiagem, o Cerrado sofre com os efeitos dos incêndios florestais. Por meio de órgãos ambientais e unidades de conservação, o Estado desempenha ações para preservação do bioma, em parcerias com os municípios e as comunidades locais. Entre outras medidas, durante todo o ano, a queima controlada exige do responsável a autorização expedida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) para permissão do uso do fogo.

O Naturatins, alerta que no Tocantins existe um período de suspensão das autorizações. na estação de estiagem, a formação de fortes ventos eleva os riscos do uso do fogo. Então, anualmente, após o período chuvoso, o Naturatins determina, por meio de portaria, a suspensão das autorizações. Em 2019, a suspensão entrou em vigor no Estado a partir do dia 20 de julho e se estende até 20 de novembro, agora reforçada pela determinação nacional.

As equipes dos órgãos de prevenção, controle e combate às queimadas permanecem atentas ao acúmulo de massa vegetal, bem como aos níveis da umidade do ar, de elevação da temperatura e de presença dos fortes ventos. Com apoio da população, os órgãos de coibição de crimes ambientais estão dedicados ao atendimento de denúncias.

Os brigadistas contratados pelo Naturatins são preparados para atuar nas unidades de conservação. E na medida do possível oferece apoio às operações conjuntas do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil nas ocorrências próximas aos limites das áreas de proteção ambiental.

Programação

No auditório da Sede do Naturatins, nesta quarta-feira, 11, o presidente do Instituto, Sebastião Albuquerque fez a abertura da programação dedicada ao Dia Nacional do Cerrado. Durante o evento ocorreu a apresentação da peça teatral “Belezas do Tocantins”, com o grupo Trupe da Cultura da Secretaria da Educação Juventude e Esportes (Seduc). Em seguida o Ecotime iniciou a ação da Agenda Ambiental do Naturatins (A2N), para incentivo à redução do uso de copos descartáveis e promoção do consumo consciente, entre as ações ambientais sustentáveis adotadas pelos servidores do Naturatins.

No período da tarde, a partir das 15h, será apresentado o documentário “Ser Tão Velho Cerrado”, dirigido por André D’Elia, que tem duração de 96 minutos. Durante a sessão, o filme proporciona ao público uma visita ao bioma Cerrado, exibe depoimentos múltiplos e reúne imagens que mostram a necessidade do esforço de todos, para conservação da fauna, da flora e dos recursos naturais do cerrado.

Fonte: Ascom Naturatins

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