Foto de Towfiqu Barbhuiya na Unsplash
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O governo federal arrecadou R$ 9,95 bilhões com a tributação de casas de apostas em 2025. Os dados foram divulgados, em janeiro de 2026, pela Receita Federal, representando um aumento expressivo em relação ao ano anterior.

O montante inclui o Gross Gaming Revenue (GGR), que corresponde à alíquota de 12% sobre a receita bruta das operadoras. Em 2026, a taxa sobe para 13%, com a expectativa de elevar ainda mais a arrecadação.

Este foi o primeiro ano completo em que o mercado de apostas operou de forma regulamentada no Brasil, permitindo ao Fisco acompanhar, com mais precisão, o impacto das atividades na arrecadação nacional.

Nesse cenário competitivo, com o mercado em expansão, apostas grátis tornam-se porta de entrada popular entre as táticas de aquisição de clientes utilizadas pelas plataformas licenciadas. Jogue com responsabilidade.

Mercado regulado: competição acirrada por usuário

As empresas que compõem o setor regulado foram selecionadas após rigoroso processo de autorização, que garantiu o cumprimento de exigências técnicas, financeiras e operacionais.

O mercado regulado de apostas de cota fixa começou a operar, em janeiro de 2025, com 66 empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda.

Esse novo ambiente institucional marcou uma mudança estrutural no setor, estabelecendo regras claras para atuação, fiscalização e responsabilização das operadoras, além de ampliar a segurança jurídica para investidores e consumidores.

No total, foram pagos R$ 2,01 bilhões em outorgas ao Governo Federal. Para obter a licença, os operadores precisam pagar uma outorga no valor de R$ 30 milhões, comprovar capacidade econômico-financeira e cumprir requisitos técnicos relacionados à segurança cibernética, à proteção de dados pessoais e à prevenção à lavagem de dinheiro.

A autorização tem validade de cinco anos e pode ser renovada mediante novo processo de avaliação, que considera o histórico de conformidade da empresa, sua saúde financeira e o cumprimento das obrigações regulatórias. Esse modelo busca equilibrar arrecadação, controle estatal e estímulo à concorrência em um mercado que cresce rapidamente.

Estratégias de aquisição no ambiente competitivo

A Secretaria de Prêmios e Apostas registrou que 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas nos sites e aplicativos das 182 bets autorizadas no primeiro semestre de 2025, evidenciando o tamanho e o potencial do mercado nacional.

Com dezenas de empresas na fila de licenciamento disputando participação e visibilidade, as operadoras investem em estratégias diversificadas para atrair e reter usuários, como campanhas publicitárias de grande alcance, patrocínios esportivos, bônus de boas-vindas, programas de fidelidade e melhorias constantes na experiência digital.

Além disso, as empresas buscam diferenciação por meio de inovação tecnológica, personalização de ofertas e ampliação do portfólio de modalidades de apostas. Em um cenário de intensa concorrência e maior vigilância regulatória, a reputação e a confiança do consumidor tornaram-se ativos estratégicos.

O descumprimento dos requisitos estabelecidos pela Secretaria pode resultar em sanções que vão desde multas expressivas até a cassação da licença, reforçando a necessidade de conformidade contínua, governança robusta e transparência nas operações.

Nesse contexto, crescer de forma sustentável depende não apenas da capacidade de aquisição de clientes, mas também da aderência rigorosa às normas e da construção de credibilidade no longo prazo.

Fiscalização intensificada contra sites irregulares

O conselheiro da Anatel, Edson Holanda, defendeu, em janeiro de 2026, a atuação conjunta de diversos órgãos federais no combate a sites ilegais de apostas, destacando a parceria com o Ministério da Fazenda e o Banco Central. Segundo o conselheiro, foram bloqueados 25 mil sites irregulares.

A Secretaria de Prêmios e Apostas informou que mais de 25 mil domínios foram bloqueados por operarem sem autorização legal. A medida faz parte de um esforço contínuo para proteger consumidores e garantir a integridade do mercado regulamentado. A política tributária do setor tem sido alvo de análises que avaliam o impacto das bets na economia brasileira e as perspectivas de arrecadação para os próximos anos.