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“Luzimangues não é tratado como merece”, diz jornalista e líder comunitário que busca vaga na Câmara

Por Maju Cotrim | 31/07/2020

Última atualização em 31/07/2020 19:37

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Jovem. Negro. Líder Comunitário. Voz da comunidade como jornalista em Luzimangues. Esse é Soares Filho que busca este ano vaga na Câmara de Porto Nacional.

A Gazeta conversou com Soares que deu entrevista exclusiva e comentou as necessidades do distrito e porque quer ser vereador.

Veja a íntegra:


Voc
ê acha que Luzimangues recebe a atenção que merece?

De maneira alguma, se Luzimangues fosse um Distrito tratado como merece, havia mais desenvolvimento, as pessoas tinham mais prazer em morar aqui, temos um lugar rico, porém totalmente abandonado em relação as ações do poder publico. Luzimangues não tem uma obra de impacto.  As obras que deveriam terem sido concluídas para melhorar a vida das pessoas estão paradas, é dinheiro público indo pro ralo. Temos um projeto da Praia que deveria ter sido entregue em 26 de junho, temos um projeto de drenagem e asfaltamento de uma avenida que se arrasta há anos, temos uma escola fruto de uma emenda parlamentar que já era pra ter ficado pronta, além disso, Luzimangues não tem uma creche, então você  imagina, uma mãe que é doméstica e ganha um salário mínimo, ela tem que pagar de 300 a 500 reais pra uma babá, e olha quando acha esse valor, com o que ela vai ficar no final do mês? Então hoje a população de Luzimangues sente se frustrada porque não tem ação eficaz que de fato possa garantir qualidade de vida. Se me perguntarem por que eu falo isso. Vou responder, sem hesitar, vivo, escrevo e filmo essa realidade diariamente no meu trabalho jornalístico.Eu falo isso porque eu vivo essa realidade.

Luzimangues hoje tem um grande potencial econômico noEstado, devido sua localização estratégica. Quando o então governador Siqueira Campos criou a capital, Palmas, ele já sabia que essa região por está do lado da cidade, seria um fator de crescimento, porém Palmas evoluiu e Luzimangues foi ficando pra trás no que diz respeito ao seu desenvolvimento econômico, pois não houve investimentos, mesmo o Distrito já sendo esse potencial que é hoje. Um lugar que não tem identidade política, visual e cultural. Não podemos deixar que Luzimangues seja um dormitório, o poder público precisa e deve acompanhar esse crescimento para que se tenha justiça social aliada ao desenvolvimento econômico e sustentável. Eu  Acredito em uma gestão que  tenha pessoas empenhadas e liquidificadas  para  ajudar Luzimangues, essa sim fará a diferença.

Quais as principais demandas do distrito?

Eu realizo varias ações voltadas para assistência social e percebi que um dos principais gargalos em Luzimangues é a falta de saúde. Em meio há mais de 30 mil habitantes, pouco tempo atrás, tenhamos apenas uma unidade básica de saúde, imagina a demanda reprimida que foi se acumulando ao longo dos anos e o município infelizmente não conseguiu evoluir e oferecer um atendimento mais digno para o cidadão. Hoje temos uma unidade mista que ajudou um pouco a desafogar a antiga e deu um fluxo no atendimento, mesmo  não sendo o suficiente para garantir um atendimento eficiente que é o que vamos buscar ter. Atualmente não temos um modelo de atendimento humanizado, pois pra fazer um exame de sangue, o paciente tem que se deslocar a Porto. Atendimentos mais complexos, tem paciente que passa anos a espera de uma cirurgia de catarata, por exemplo, ou uma tomografia.Tivemos o caso de uma senhora da zona rural que passou um ano esperando pra fazer uma biopsia. Então o poder público precisa efetivamente cuidar das pessoas.

Como você considera que seu mandato vai ajudar o distrito?

Meu objetivo como pré-vereador é contribuir com o desenvolvimento do Distrito, disponibilizando meu tempo, minha luta, meu conhecimento e minha capacidade de dialogar. Eu não venho de uma família tradicional da política, minha mãe e meu pai são trabalhadores rurais aposentados. Desde da faculdade que já buscava contribuir com a comunidade. Eu quero mostrar para o povo que Luzimangues precisa de representação políticapermanente, nosso distrito só vai passar a ser respeitado quando tiver vereadores comprometidos com o seu desenvolvimento. Por isso estou trabalhando para ser essa voz, que busca uma ação coletiva e participativa com a sociedade.

Quais suas principais bandeiras de luta

Eu defendo um parlamento livre, ou seja, câmara de vereadores que não seja omissa diante de sua atribuição que é fiscalizar o executivo e garantir o cumprimento dasleis e projetos para melhorar a vida do cidadão;

Ser comprometido com as categorias de servidores públicos, sempre buscar defender seus direitos e garantir a proteção a classe trabalhadora;

Garantir com que nossos profissionais da educação e saúde tenham melhores condições de trabalho, essa é uma luta que vamos ter junto ao parlamento municipal;

Fortalecer os mecanismos de transparência e eficiência na gestão pública, buscar garantir a correta aplicação do dinheiro público;

Fortalecer o setor empresarial e garantir benefícios que possam incentivar o desenvolvimento econômico da cidade e garantir a geração de emprego e renda. Os comerciantes precisam de apoio para investir, podemosoferecer ao executivo préprojetos de lei que possam garantir incentivos fiscais tanto aos pequenos quanto aos grandes negócios. A cidade precisa atrair empresas, quando isso acontece o município ganha, pois teremos mais contratações;

Junto a gestão temos que trabalhar na capacitação profissional das pessoas do Distrito, sobre tudo nossos jovens, temos grandes empresas aqui, como mão de obra de outras cidades. O município tem por obrigação capacitar essas pessoas para o mercado de trabalho;

Luzimangues é um distrito totalmente agricultável, temos grandes produtores de soja, milho e trigo, temos que fortalecer agricultura familiar também, o homem e a mulher do campo. Se você for na zona rural  de Luzimangues vamos ter uma grande produção de hortaliças, porem não ha investimentos na capacitação e acompanhamento técnico para  o escoamento da produção dessas famílias, vamos cobrar por exemplo o comprimento da Lei nº 11.947/2009 que determina que os entes federativos têm de investir 30% dos recursos recebidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na compra direta de produtos de agricultores familiares.

São inúmeras as ações que os futuros vereadores podemestá discutindo com a comunidade do Luzimangues e levando essas demandas ao prefeito. Eu acredito que isso é possível, basta querer.

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