
A filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao Partido dos Trabalhadores no Tocantins, oficializada na tarde deste sábado , provocou repercussão imediata tanto dentro da sigla quanto nos bastidores políticos do Estado.
O ato contou com a presença do presidente estadual do partido, Nile William, do ex-senador Donizete Nogueira — que já foi suplente de Kátia — e da presidente do diretório municipal, Rosimar Mendes. A chegada da ex-ministra ocorre a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e ela se filiou com o compromisso de ajudar na montagem do palanque dele no Tocantins.
Ao se posicionar como “soldada” do partido, Kátia sinalizou disposição para contribuir com os projetos políticos da legenda, embora já tenha declarado anteriormente que não pretende disputar cargos eletivos neste momento. Ainda assim, sua filiação reacendeu, de forma quase imediata, especulações sobre um possível retorno inclusive com projeções de uma eventual candidatura ao governo do Estado, cenário que, por ora, não está confirmado e depende de articulações internas e da estratégia nacional do partido.
Reações internas e movimentos
Dentro do PT, a chegada foi recebida com gestos de acolhimento. O coletivo Somos, em Palmas, divulgou nota dando boas-vindas à ex-senadora.
“O Coletivo SOMOS, vereadoras(es) em Palmas, recebe com entusiasmo a filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao Partido dos Trabalhadores. Sua chegada, articulada no diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fortalece o palanque do presidente no Tocantins e reafirma seu posicionamento histórico em defesa da democracia, ao lado da presidenta Dilma Rousseff em um dos momentos mais decisivos do país”, afirmou o coletivo.
“As eleições de 2026 se desenham como uma das mais importantes da história recente do Brasil. Diante do avanço da extrema-direita, é fundamental fortalecer os esforços do campo democrático para garantir a continuidade de um projeto comprometido com a justiça social, o desenvolvimento e a soberania nacional, assegurando a reeleição do presidente Lula”, afirma o grupo.
Já Donizete Nogueira reforçou a parceria política ao gravar um vídeo ao lado de Kátia, relembrando o período em que atuaram juntos, quando ela ocupava o Ministério e ele assumiu mandato no Senado.
Por outro lado, um veículo nacional afirmou que um grupo da corrente Articulação de esquerda teria feito críticas á filiação dela em razão de posicionamentos políticos passados no entanto o PT ao anunciar a filiação afirmou: “o ingresso de Kátia Abreu é um posicionamento estratégico contra o radicalismo e a política de exclusão operada pela extrema direita. A chegada da senadora simboliza a capacidade do projeto de Lula em agregar lideranças de diferentes setores como o agronegócio produtivo e a classe média em torno de um objetivo comum: o desenvolvimento com justiça social”, disse a sigla em material á imprensa.
Possibilidades dominam bastidores
Fora do ambiente institucional, a filiação rapidamente se tornou tema central nas rodas políticas e grupos de WhatsApp neste sábado . Lideranças até de outros grupos passaram a projetar cenários possíveis com a presença de Kátia no PT, especialmente diante do reposicionamento das forças políticas no Tocantins às vésperas do período mais intenso da pré-campanha.
A movimentação é vista como estratégica e com potencial de impacto direto no equilíbrio das alianças.
Expectativa por Mourão
O PT tem ainda o nome do ex prefeito e ex deputado Paulo Mourão como principal para debate de composição para a majoritária e com desejo forte de aliados que ele seja o nome para o senado.
A Gazeta do Cerrado segue acompanhando os desdobramentos e os possíveis reflexos dessa filiação no tabuleiro político do Estado.