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Igor Avelino postou nas redes sociais um texto que tem gerado repercussão. Ele lembra da simplicidade e princípios do seu pai, ex governador Moisés Avelino e faz uma reflexão sobre a política atual. 

As palavras vieram acompanhadas de um registro histórico do seu pai em meio ao povo na Romaria do Bonfim.

Veja o que ele disse:

OPoder Passa, o Estado Fica: Uma

Reflexão Necessária

A história política recente nos mostra um padrão claro: muitos governadores que enfrentaram processos judiciais ou cassações compartilhavam a mesma origem na Assembleia Legislativa – frequentemente como seus ex-presidentes.

Esse fenômeno não é coincidência e nem tão pouco é exclusividade daquela casa; é o resultado de um

“espírito de corpo” onde o corporativismo prevalece sobre o interesse público. Quando a reeleição e a manutenção de privilégios se tornam o norte, a sociedade é deixada em segundo plano.

A ausência de um projeto de Estado – que se diferencia de um projeto de poder ou de grupo – é a raiz da nossa instabilidade.

No Tocantins, o abuso de poder econômico e a corrupção transformaram a política em balcão de negócios, tornando o estado uma triste referência nacional em cassações de governantes. Infelizmente, apesar do histórico severo, pouco se aprendeu: as práticas e os métodos permanecem quase intactos.

A Necessária “Volta à Planície”

O mandato político deve ser compreendido como um encargo transitório que, inevitavelmente, retornará às mãos do povo. A reconexão com a origem do propósito público é essencial.

A imagem acima foi na Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade (1994): ali, a maior autoridade do estado estava despida de anteparos – sem seguranças ou assessores – confundindo-se com o povo que representava.

Meu pai, longe de ser perfeito, possuía essa clareza sobre a transitoriedade do poder. Quando pressionado por assessores a buscar um cargo apenas para não ficar sem mandato, ele sabiamente escolheu a

“planície” para se reconectar com suas motivações.

Da mesma forma, barrou minha entrada precoce na política aos 22 anos, afirmando que eu não estava preparado. Hoje, compreendo e agradeço por essa integridade.