Operação: Presos estão na CPPP; esquema desviou R$ 7 milhões e tinha quatro núcleos

| Gazeta do Cerrado - Para mentes pensantes | - 03/08/2018

Última atualização em 26/08/2019 13:12

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Brener Nunes

Em coletiva na manhã desta sexta-feira, 03, a Polícia Civil informou que dos 26 mandados de prisão da segunda fase da Operação Jogo Limpo, 22 já foram cumpridos. “Faltam ser presos o vereador Folha, Major Negreiros, Fernando Fagundes e Renato Santos”, disse o delegado Luciano Barbosa.

O delegado Guilherme Martins que também participa das investigações afirmou que: “Foi constatado que o dinheiro foi para fomentar campanha e militância política”.

Segundo ele esta fase é um aprofundamento das investigações. “Conseguimos identificar servidores, políticos e entidades sem fins lucrativos envolvidos no esquema. O dinheiro foi para políticos, servidores e serviços”, contou.

O delegado ainda esclareceu que foram encontrados comprovantes de depósitos para as contas dos vereadores. “Foram encontradas R$ 10 mil na conta do vereador Rogério Freitas e R$ 40 mil na conta de José Folha. O dinheiro era depositado por empresas fantasmas”, pontuou.

Documentos e computadores foram apreendidos a fim de subsidiar a investigação.

Algumas das entidades investigadas são: Associação Atlética Estrela Real, Associação Titã Cross, Associação dos Moradores de Santa Fé e Associação Estadual de Karatê.

A Polícia Civil investiga um rombo de mais de R$ 7 milhões em órgãos da Prefeitura de Palmas como a Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais.

Os mandados de busca e apreensão estão sendo realizados em Palmas, Goiânia, Fortaleza do Tabocão e Aparecida do Rio Negro.

As investigações mostram que o dinheiro teria sido usado para financiar campanhas eleitorais em 2013 e 2014. A verba seria destinada para projetos sociais e de incentivo ao esporte.

Núcleos

A investigação apontou que o esquema possuía quatro núcleos. O primeiro, segundo a polícia, seria formado pelos operadores do esquema, que também seriam responsáveis pela lavagem do dinheiro.

O servidor Juliano Ebeling Viana seria o responsável por aliciar os presidentes das entidades esportivas, confeccionar os projetos a serem apresentados ao município e dar agilidade dentro da Fundação de Esportes do Tocantins. Segundo a polícia, o servidor era auxiliado pela esposa, Marcileia de Souza.

Função semelhante era exercida por Fernando Fagundes Bastos, na Secretaria de Governo e Relações Institucionais de Palmas. Além deles, outras pessoas também foram apontadas como operadoras pontuais.

Outros dois suspeitos que participavam deste núcleo eram James Paulo Maciel Vilanova e Márcio Marques Soares. Para a polícia, eles seriam os responsáveis por administrar sete empresas fantasmas e emitir notas firas.

O segundo núcleo seria constituído de servidores públicos das duas secretarias. Eles possuíam a função de agilizar os processos de liberação dos recursos públicos.

Já o terceiro núcleo, apontado como complementar, era constituído pelas entidades que teriam sido contempladas pelos convênios e outras empresas fantasmas.

Por fim, o quarto núcleo seria de agentes políticos da base aliada do poder executivo. “em especial, aqueles que detinham possibilidade de ascensão ao cargo de deputado estadual ou federal nas eleições proporcionais de 2014”, apontou a polícia.

Neste núcleo estavam os políticos supostamente beneficiados pelo esquema: Waldison da Agesp, Major Negreiros (PSD), Rogério Freitas (MDB) e José do Lago Folha Filho, o Folha (PSD), além de militantes que o acompanhavam na campanha.

Confira os mandados de prisão da 2ª fase da operação:

  • Marcio Marques Soares
  • Elza Maria Silva Carvalho Soares – Servidora pública
  • Salvador Domingos Anjos – Presidente Federação Tocantinense de Kickboxing Amador
  • Waldson Pereira Salazar – Ex-vereador de Palmas
  • Fernando Fagundes Bastos – Servidor público
  • Armando Cabrera Abreus – Ex-diretor da Fundesportes
  • Bruno Henrique Castilho Lopes – Servidor público
  • Pedro Neto Gomes Queiroz – Servidor público
  • Neimar Tavares Magalhães – Ex-superitendente de feiras de Palmas
  • Adenilton de Sousa Barbosa
  • Cláudio Adalberto do Amaral Santos
  • Renato Cesar Auler do Amaral Santos
  • Jose Antônio Coelho Dos Santos
  • Pedro Coelho Dos Santos
  • Ana Maria Lage Rabelo
  • Marcelo Rosseto Claudiano – Ex-vice-presidente financeiro da Federação Tocantinense de Futebol de Salão
  • Jocivaldo Dias Cardoso – Presidente da Federação de Karatê do Tocantins (FEKTO)
  • Jarbas Pinheiro de Lemos – Presidente de um grupo de quadrilha junina
  • Wilson Alves da Silva – Membro do conselho municipal de políticas culturais em 2014
  • Marcio Keilos Simão de Carvalho – Presidente da Associação Tocantinense de Titan Cross
  • Flaviane Cruz Cardoso Santos – representante de uma casa de recuperação e ex-membro do Conselho Municipal de Assitência Social em 2014
  • Florisval Batista dos Santos – representante do Instituto de Ensino e Pesquisa Azibo Capoeira
  • Clayzer Magno Duarte – Ex-presidente de associação de moradores
  • Raimundo Rêgo de Negreiros – Vereador de Palmas
  • Rogério Freitas Leda Barros – Vereador de Palmas
  • José do Lago Folha Filho – Presidente da Câmara de Vereadores.

Outro lado

A Câmara de Palmas informou que o presidente da Casa, vereador Folha, cumpre agenda política em Araguaína e está a caminho de Palmas para prestar os esclarecimentos necessários à Polícia Civil.

O chefe de gabinete do major Negreiros informou que ele está viajando com a família para o Chile e ainda não tomou conhecimento da operação.

A Prefeitura de Palmas informou que está à disposição da Justiça e da investigação para contribuir com qualquer esclarecimento.

G1 ainda tenta contato com a defesa do vereador Rogério Freitas e dos demais citados nesta reportagem.

Fonte: G1 Tocantins

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