Ingrid Lorane Negreiros Santos morreu a facadas — Foto: Reprodução/Redes sociais
Ingrid Lorane Negreiros Santos morreu a facadas — Foto: Reprodução/Redes sociais

A jovem Ingrid Lorane Negreiros Santos, de 22 anos, morta a golpes de faca na região sul de Palmas, deixou dois filhos, de 2 e 6 anos. O suspeito do crime é o marido, de 36 anos, que foi preso horas depois pelo feminicídio. O crime ocorreu no último sábado (3). O nome do suspeito não foi divulgado.

Os dois filhos do casal foram encontrados pela polícia no local. Testemunhas relataram à Polícia Militar que, antes do crime, o marido estava ingerindo bebida alcoólica. Após matar a jovem, ele fugiu em uma motocicleta. A prisão ocorreu neste domingo (4), a duas quadras do local.

O suspeito foi ouvido na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e autuado em flagrante por feminicídio. Ele passou por audiência de custódia e segue preso na Unidade Penal de Palmas.

O corpo de Ingrid Lorane Negreiros Santos passou por exames de necropsia no Instituto Médico Legal de Palmas (IML) e foi liberado aos familiares para velório.

Repercussão

O caso gera forte comoção. A senadora Professora Dorinha divulgou nota lamentando o crime, a deputada estadual Vanda Monteiro também.

A primeira-dama, Karynne Sotero, também se manifestou sobre o caso. “Minhas profundas condolências à família de Ingrid Lorane, vítima de feminicídio neste sábado. Mais uma vida perdida, mais duas crianças que crescerão sem o colo da mãe. O suspeito foi preso, mas a nossa luta não para enquanto o medo for rotina para as mulheres tocantinenses”, disse.

A secretaria estadual da mulher afirmou que “A perda de uma jovem mulher, de forma tão precoce e violenta, representa uma ruptura irreparável para sua família e evidencia, mais uma vez, a dor causada pela violência de gênero”, disse.

A pasta afirmou ainda: “Neste momento de luto, a Secretaria se solidariza com os familiares e amigos da vítima e, especialmente, com os filhos, que permanecem como as maiores vítimas dessa tragédia. A violência contra a mulher é uma grave violação de direitos humanos, exige enfrentamento permanente e não pode ser naturalizada”, afirmou a pasta comandada por Berenice Barbosa.