
A influenciadora digital e cirurgiã-dentista Ana Paula Cerqueira Carvalho foi denunciada pelo Ministério Público pelos crimes de exploração e divulgação em larga escala de jogos de azar e lavagem de dinheiro. Além da denúncia, o MP pediu o confisco de bens, entre eles uma fazenda avaliada em R$ 2 milhões, veículos de luxo, gado, maquinário agrícola e outros ativos.
De acordo com o Ministério Público, a denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (26). A investigada teria utilizado perfis no Instagram para ostentar uma rotina de luxo e atribuir os ganhos a apostas online, com o objetivo de atrair seguidores para plataformas ilegais, como o chamado “jogo do tigrinho”.
Ana Paula foi alvo de uma operação da Polícia Civil em setembro de 2025, quando a Justiça determinou o bloqueio de R$ 9,5 milhões. Ela foi presa em 4 de outubro de 2025, em Porto Nacional, após, segundo a polícia, continuar ocultando patrimônio obtido com recursos ilícitos. Dois dias depois, a prisão preventiva foi convertida em prisão domiciliar.
Denúncia do Ministério Público
Na denúncia, o MP detalha que a influenciadora teria movimentado R$ 9.523.794,93 por meio de uma empresa de fachada, criada exclusivamente para a lavagem de dinheiro. Apesar da movimentação milionária, a renda lícita declarada por Ana Paula era de cerca de R$ 3 mil, conforme apontado no processo.
O caso foi encaminhado para análise da 2ª Vara Criminal da Comarca de Porto Nacional.
Relembre a investigação

Ana Paula e o ex-marido, que não teve o nome divulgado, foram alvos de uma operação da Polícia Civil em 19 de setembro de 2025, suspeitos de promover plataformas ilegais de jogos de azar nas redes sociais. A investigação teve início em 2024.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Nacional e Brejinho de Nazaré. A Justiça autorizou o sequestro de bens móveis e o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 9,5 milhões.
Semanas depois, a influenciadora foi presa por descumprir medidas e continuar ocultando bens. Ela ficou detida na Unidade Prisional Feminina de Palmas até ter a prisão convertida em domiciliar, no dia 6 de outubro de 2025. À época, a defesa alegou que Ana Paula é mãe de crianças menores de 12 anos e não havia indícios de violência ou grave ameaça nos fatos investigados.