
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) deflagrou, nesta quarta-feira (28), a Operação Hydra, com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa interestadual especializada em lavagem de dinheiro, ocultação de bens e uso de identidades falsas.
A ação contou com o apoio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal em Palmas (DRE/PF/TO) e da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do Tocantins (DRACCO/PC/TO). Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva na capital contra um suspeito que havia sido colocado em liberdade em dezembro de 2025, diante da continuidade das práticas criminosas apuradas em novo processo judicial.
Além da prisão, a Justiça Estadual Criminal de Palmas determinou o sequestro e o bloqueio de bens, incluindo um imóvel de alto padrão, veículos e contas bancárias com movimentações superiores a R$ 13 milhões. Também foram apreendidos documentos e objetos utilizados para dar suporte financeiro às atividades da organização.
As investigações apontam a prática dos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e uso de documento falso. Somadas, as penas podem chegar a até 24 anos de reclusão.
O nome da operação faz referência à Hidra, criatura da mitologia grega conhecida pela capacidade de regenerar suas cabeças após serem cortadas, simbolizando a tentativa constante do grupo criminoso de se reorganizar mesmo após ações repressivas do Estado.
A FICCO/TO é formada pelas polícias Federal, Civil, Militar e Penal do Tocantins e atua de forma integrada no enfrentamento às organizações criminosas, por meio de ações conjuntas de investigação, prevenção e repressão qualificada.