Dois jovens são motos na zona rural de Babaçulândia, região norte do Tocantins — Foto: Reprodução/Instagram de Radar Tocantinense
Dois jovens são motos na zona rural de Babaçulândia, região norte do Tocantins — Foto: Reprodução/Instagram de Radar Tocantinense

Um duplo homicídio registrado em uma fazenda no município de Babaçulândia pode estar relacionado a uma disputa agrária na região. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que atendeu a ocorrência na última sexta-feira (27). As vítimas foram identificadas como Paulo Ricardo da Silva, de 26 anos, e Victor Yan de Sousa Silva, de 27, mortos por disparos de arma de fogo.

De acordo com o tenente Jardimar Arceno, moradores relataram que a propriedade é alvo de conflitos por posse de terra e já possui histórico de ocorrências policiais. Segundo ele, um dos supostos líderes de uma invasão teria feito ameaças recentes.

“Há relatos de que essa área está envolvida em disputa agrária, com invasão de terras. Já existem registros anteriores de ocorrências no local. Um dos líderes foi conduzido à delegacia há cerca de dois dias e, segundo testemunhas, teria feito ameaças, inclusive utilizando uma motosserra contra um dos ocupantes da propriedade”, afirmou o policial. A identidade do suspeito não foi divulgada.

Assassinato

O crime ocorreu em uma estrada vicinal conhecida como Coco Salviano. No local, os policiais encontraram uma das vítimas caída ao lado da porta do motorista de uma caminhonete preta, que apresentava marcas de tiros. O segundo corpo foi localizado próximo a uma área de vegetação.

Victor Yan de Sousa Silva, de 27 anos, foi morto a tiros em Babaçulândia — Foto: Instagram Victor Yan/Divulgação

Victor Yan era morador de Araguaína, formado em Direito, casado e atuava em um escritório de advocacia. Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens. Em uma publicação, um amigo destacou a importância de Victor em sua vida e lamentou a perda.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso é investigado pela 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As apurações seguem sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações.