Esmeralda Domingos da Silva morreu após ser baleada em uma distribuidora de Palmas — Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
Esmeralda Domingos da Silva morreu após ser baleada em uma distribuidora de Palmas — Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

Esmeralda Domingos da Silva, de 17 anos, assassinada a tiros na madrugada de quarta-feira (28) em uma distribuidora localizada no Jardim Aureny IV, região sul de Palmas, era uma jovem descrita pela família como alegre, carinhosa e cheia de sonhos. Um dos maiores desejos da adolescente era seguir carreira como dançarina.

“Ela queria ser dançarina desde nova. Era muito alegre, todos gostavam dela. Cuidava das outras crianças e brincava com elas”, relatou uma tia da jovem, que preferiu não se identificar.

De acordo com testemunhas, Esmeralda estava no local quando um casal se aproximou e se sentou próximo a ela. Após um desentendimento, uma mulher teria sacado uma arma e efetuado disparos contra a adolescente. A jovem foi socorrida por terceiros e levada em estado grave à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade.

A família informou que Esmeralda enfrentava problemas psicológicos e possuía laudos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), hiperatividade e dificuldade intelectual. Segundo a tia, apesar das dificuldades, a adolescente sempre contou com apoio e cuidado familiar.

“Ela era maravilhosa, fazia amizade com todos, cheia de sonhos. Tinha aquela rebeldia típica da juventude, queria trabalhar, morar sozinha, mas nem sempre obedecia quando pedíamos para ficar em casa”, contou.

Ainda segundo a familiar, a mãe de Esmeralda não conseguia cuidar diretamente da filha por estar em tratamento de esquizofrenia, o que levou a avó materna a assumir a responsabilidade pela jovem e pelos irmãos. A avó, no entanto, faleceu em setembro de 2024, vítima de câncer, fato que teria agravado o estado emocional da adolescente.

“Ela era muito ligada à avó, sempre carinhosa e ativa. A morte da minha mãe abalou profundamente a Esmeralda”, afirmou a tia.

A adolescente não frequentava a escola no momento. A família relatou que, apesar da necessidade de acompanhamento médico, Esmeralda por vezes interrompia o tratamento e as medicações. Dançar e sair com amigos eram atividades que lhe traziam prazer e alívio emocional.

A tia reforçou que a jovem não tinha envolvimento com criminalidade e não conhecia a mulher apontada como autora do crime. “O mais importante é deixar claro que ela tinha uma família que cuidava, zelava e tentava proteger. Estamos dilacerados”, disse.

Investigação

Equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estiveram no local do crime e na unidade de saúde para coletar informações e iniciar as investigações. A Polícia Científica realizou a perícia e o corpo de Esmeralda foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Em nota divulgada nesta sexta-feira (30), a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso segue sob investigação para apurar autoria, motivação e circunstâncias do homicídio. Outros detalhes não foram divulgados para não comprometer o andamento do inquérito.