
Um homem apontado pela polícia como integrante de uma organização criminosa transnacional morreu durante confronto com a Polícia Militar no quinto e último dia da Operação Entre Rios, realizada no sudeste do Tocantins. Segundo a corporação, ele era o último suspeito que permanecia foragido do grupo investigado por transporte interestadual e internacional de drogas.
As equipes montaram um cerco na região entre os municípios de Paranã e São Salvador para localizar os investigados. De acordo com a PM, o homem teria reagido à abordagem atirando contra os policiais, que revidaram. Ele morreu no local e, com ele, foi apreendida uma pistola calibre 9 milímetros.
Com esse caso, chega a sete o número de suspeitos mortos em confrontos durante a operação, além de uma prisão efetuada. O último suspeito foi localizado na quinta-feira (26), data em que a ação policial foi oficialmente encerrada.
As buscas começaram no domingo (22), após a apreensão de uma aeronave e cerca de 500 quilos de pasta-base de cocaína encontrados em uma pista clandestina. Segundo as investigações, a droga teria saído da Bolívia e seguiria para o Nordeste do Brasil. A polícia afirma que o Tocantins é utilizado como rota estratégica, com pistas improvisadas para pousos rápidos e transferência da carga para veículos terrestres.
Durante a operação, foram apreendidos sete armamentos (cinco pistolas e dois revólveres calibre .38), 14 fardos de substância semelhante ao cloridrato de cocaína, um avião modelo Baron e uma caminhonete.
Cerco e investigações

A operação teve início após informações repassadas por forças de segurança do estado de Goiás. Ainda no primeiro dia, quatro suspeitos morreram após fugir para uma área de mata durante tentativa de abordagem. Na terça-feira (24), outros dois homens foram localizados escondidos e também morreram em confronto. Já na madrugada de quarta-feira (25), foi cumprido mandado de prisão contra um investigado ligado ao grupo.
Imagens registraram o transporte dos corpos até o Instituto Médico Legal do município de Natividade. Na pista clandestina, os policiais encontraram galpões com galões de combustível e estruturas subterrâneas usadas para armazenar drogas, indicando que o local funcionava como base logística para voos ilegais de longa distância.
Cerca de 80 policiais participaram da ação, com apoio de 25 viaturas, duas aeronaves e recursos tecnológicos, incluindo drones capazes de detectar calor corporal sob vegetação densa. As investigações continuam e foram encaminhadas para a Polícia Federal.