
Por Maju Cotrim
O ano de 2026 mal começou e o cenário político do Tocantins já se apresenta marcado por um movimento intenso de pré-candidaturas ao Palácio Araguaia. A lista de nomes que se colocam à disposição para a disputa ao governo do Estado cresce semana após semana, revelando um ambiente de muitas conjunturas, mas ainda com poucas certezas consolidadas.
Além da senadora Professora Dorinha, do União Brasil, que desponta como um dos nomes mais estruturados do campo governista, do vice-governador Laurez Moreira, do empresário Ataídes Oliveira e do ex-governador Mauro Carlesse, novos postulantes passaram a vocalizar publicamente a intenção de disputar o Executivo estadual. Entram nesse tabuleiro o deputado federal Vicentinho Júnior, atualmente no PP, a ex-prefeita de Palmas Cinthia Ribeiro, do PSDB, e até o ex-prefeito da capital e atual vereador Carlos Amastha, que tem sinalizado a tentativa de construir uma pré-candidatura própria.
O aumento de nomes, no entanto, não significa, necessariamente, o fortalecimento automático do debate político. O grande desafio deste momento é a construção de consistência real. Em comum, todos os pré-candidatos afirmam que irão percorrer o Estado, visitar municípios, dialogar com lideranças locais e ouvir as bases. Trata-se de um rito esperado e legítimo do processo eleitoral, mas que, por si só, não garante viabilidade política nem densidade eleitoral.
Para a oposição, o desafio é ainda maior. Além de apresentar nomes, será preciso construir um palanque competitivo, com unidade mínima, discurso coerente e capacidade de enfrentamento eleitoral em um Estado onde as alianças regionais e o peso das lideranças municipais seguem sendo decisivos.
O Tocantins inicia 2026 com cenários dependentes de fatores como alianças partidárias, posicionamentos nacionais, força de grupos regionais e, sobretudo, da capacidade de cada pré-candidato de transformar intenção em projeto. A população, assim como prefeitos, vereadores e lideranças locais, acompanha com atenção esse movimento inicial para compreender quem, de fato, conseguirá emplacar uma candidatura sólida e quais articulações sairão do campo do discurso para o da prática.
Acima de nomes, siglas ou estratégias eleitorais, o que deve prevalecer é a conexão popular e a apresentação de um projeto claro de governo e de desenvolvimento para o Tocantins. Em um cenário de múltiplas pré-candidaturas, vencerá não quem falar mais alto, mas quem demonstrar preparo, coerência e capacidade real de liderar o futuro do Estado.
Sigamos acompanhando os movimentos.
Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!
Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!