Com cerca de 10 nomes, dentre confirmados e citados, disputa ao Senado no TO mistura favoritos, apostas e incógnitas

Maju Cotrim

A disputa pelas duas vagas ao Senado no Tocantins chegou a um estágio de intensa movimentação e muitas possibilidades. Embora a definição oficial só ocorra nas convenções partidárias, o cenário já expõe uma pré-corrida com vários nomes postos, outros em observação e uma disputa que tende a ser uma das mais concorridas e imprevisíveis da eleição deste ano. Ainda mais com as possibilidades de candidaturas avulsas e até de multicandidaturas no mesmo palanque.

Eduardo Gomes está no centro desse tabuleiro: chega com o peso de ocupar a vice-presidência do Senado, com forte presença municipalista, apoio massivo de gestores e vereadores e com um mandato de entregas históricas e permanentes pelo Estado.

O também atual senador Irajá também busca a renovação do mandato em meio à estratégia de ter que mostrar suas entregas e ampliar apoios.

Na mesma arena, o deputado federal Carlos Gaguim mantém a pré-candidatura ao Senado e trabalha a narrativa de apoio municipal e capilaridade política.

Também o deputado federal Alexandre Guimarães, hoje presidente do MDB, fortaleceu seu projeto, intensificou agendas e articulações em busca da consolidação do nome para a disputa majoritária.

Entre os nomes que movimentam os bastidores ainda aparecem o empresário e técnico Vanderlei Luxemburgo, que segue filiado ao Podemos e mantém a pré-candidatura; o petista Paulo Mourão, cuja definição ainda depende do contexto interno e nacional do partido. Há uma expectativa em torno de uma possível pré-candidatura mesmo em razão de seu conhecido preparo qualitativo.

O cenário também inclui outros nomes já colocados de forma mais direta na disputa. Pelo Republicanos, o deputado federal Eli Borges se apresenta como pré-candidato com apelo junto ao público evangélico. Já pelo Partido Agir, o vice-prefeito de Palmas, Carlos Veloso, também lançou pré-candidatura e começa a se movimentar no campo político em busca de viabilidade também com foco no mesmo público.

Citados

Além dos nomes já lançados, há no meio político especulações de possibilidades em torno de Mauro Carlesse (que está como pré-candidato a federal) e Ronaldo Dimas (que se filiou ao Podemos e vem sendo muito comentado).

Em um ambiente de especulações, convites, testes de viabilidade e reposicionamentos, seguem fazendo parte do jogo, o que reforça a tendência de que o quadro atual ainda será peneirado até a reta decisiva.

No fim, mais do que estrutura partidária ou volume de articulação, a corrida ao Senado deve cobrar de cada nome três ativos centrais: trabalho efetivamente prestado, conexão real com o eleitor tocantinense e credibilidade política para sustentar um projeto de oito anos. Com muitas pré-candidaturas colocadas para apenas duas cadeiras, a tendência agora é de seleção natural do processo eleitoral: alguns nomes ganharão musculatura, outros servirão de composição, e alguns ficarão pelo caminho antes mesmo das convenções.

Maju Cotrim
Trocando em Miúdos

Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!

Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!