Presidente do PSB Tocantins, Carlos Amastha e deputado estadual Moisemar Marinho - Foto: Montagem Gazeta
Presidente do PSB Tocantins, Carlos Amastha e deputado estadual Moisemar Marinho - Foto: Montagem Gazeta
Presidente do PSB Tocantins, Carlos Amastha e deputado estadual Moisemar Marinho – Foto: Montagem Gazeta

O deputado estadual Moisemar Marinho (PSB) foi notificado por seu partido para realizar o pagamento de 10% de seu salário, conforme previsto no estatuto do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A cobrança, que inclui valores retroativos desde o início de seu mandato em 2023, foi comunicada pelo presidente regional do PSB, Carlos Amastha, e pela presidente metropolitana, Amanda Sobreira. O parlamentar tem cinco dias úteis para regularizar a situação, sob pena de medidas administrativas e jurídicas.

A cobrança de contribuição partidária está prevista no estatuto do PSB e é comum em diversas legendas como forma de financiamento das atividades partidárias. No caso de Moisemar, o montante refere-se ao período de dois anos sem pagamento do dízimo partidário.

Moisemar alega perseguição política

O deputado afirmou que a exigência é uma retaliação política devido ao seu apoio à prefeita de Palmas, Janad Valcari (PL), nas eleições municipais de 2024, contrariando as diretrizes do partido.

“Fui apoiar a Janad e o Amastha zangou. Agora quer 10% do meu salário,” criticou Moisemar. Ele também ressaltou o que considera um tratamento desigual: “Vários filiados com mandato pelo PSB não estão sendo cobrados, só eu. O próprio Amastha teve seis anos de mandato e nunca contribuiu com nada.”

Amastha defende cobrança e nega perseguição

Carlos Amastha, presidente regional do PSB e vereador de Palmas, rebateu as acusações, argumentando que a cobrança é legítima, regular e aplica-se a todos os membros eleitos do partido.

“É um percentual estabelecido no estatuto do partido que todos os que têm mandato devem contribuir. Não tem nada de pessoal nisso. É uma regra do estatuto, absolutamente legal e justa. A contribuição ajuda a financiar os custos de funcionamento do partido e alivia a dependência do fundo eleitoral,” explicou Amastha.

Ele também comentou sobre o caso da senadora Leila Barros (DF), que teve bens penhorados por inadimplência com o PSB. “Isso reforça a necessidade de respeitar as normas do partido,” disse.

Moisemar foi informado de que precisará pagar um total de R$ 83.280, referente ao percentual mensal de R$ 3.470 de seu salário desde 2023. Carlos Amastha destacou que todos os mandatários, incluindo ele próprio, estão sujeitos às mesmas regras.

“Eu mesmo também já me notifiquei que, a partir do 1º de janeiro, passo a pagar a contribuição. Isso é para todos os filiados que assumem mandatos, sem exceção,” afirmou Amastha. Ele garantiu ainda que buscou dialogar com Moisemar antes do envio da notificação.

“Brasão também não foi notificado, o Lacerda notificado, todos os que já exerceram mandato desde a legislatura passada e os que vão exercer”, disse Amastha à Gazeta.

“Fiz questão de falar com ele antes de mandar a notificação. Tentei várias vezes, mas ele estava ocupado. Não tem nada de perseguição nisso. É uma regra clara e válida para todos,” completou.

“Não é para ele, é para todos. Todos, absolutamente todos os filiados da PSB assinam na hora de filiação essa concordância”, complementou o presidente do partido.

 

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Maju Cotrim
Trocando em Miúdos

Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!

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