
Maju Cotrim
A UMA fez um evento que corou também um gesto humano antes de qualquer político. Fez no auditório da UFT na manhã de hoje um ato antes de tudo de transformação social de vidas. São 20 anos de UMA, de idosos sendo vistos como uma geração que precisa ser cuidada.

Na primeira fila lá estava vibrando com cada detalhe dona Gilda Gomes aos 86 anos. Dela partiu a iniciativa de levar o projeto quando ainda era um embrião para o filho até então deputado federal: “foi ela que chegou primeiro, ás vezes uma pessoa carrega o começo de tudo”, disse a Dra Neila Osório, idealizadora da instituição, ao anunciá-la na homenagem pelos 20 anos da instituição.

Eduardo Gomes estava lá não só como vice presidente do Senado e senador mas como testemunha ocular da história e como prova que apoiar projetos e iniciativas não é só sobre exemplo na política mas uma lição que também vem de casa e que se semeia com base nos próprios princípios. A UMA não nasceu de circunstâncias, mas de convicção.

“Quando a UMA era só uma convicção ele abriu a primeira porta institucional, essa história começou em família”, a fala é da coordenadora e fundadora da UMA, Dra Neila Osório ao entregar a medalha de homenagem ao Senador.

Desde o primeiro dia, quando o projeto ainda exigia mais fé do que visibilidade, Eduardo Gomes esteve lá. Não como figura institucional em busca de espaço, mas como amigo da UMA. E essa diferença é decisiva.
Para que uma iniciativa desse porte se tornasse referência, alguém, em algum momento, precisou se despir das vaidades, deixar de lado o cálculo imediato e agir com sensibilidade.
Eduardo Gomes foi esse alguém.
Sua atuação revela uma característica cada vez mais rara: a capacidade de abraçar causas com humanidade. De entender que, antes de qualquer cargo, existe gente. E que políticas públicas só ganham força quando deixam de ser instrumentos e passam a ser missão.

É esse tipo de postura que sustenta lideranças duradouras. Não a que aparece apenas nos momentos de visibilidade, mas a que permanece quando os holofotes ainda não chegaram. Ao lado da UMA, Eduardo não apenas apoiou: ele acreditou.
E, na política, acreditar antes dos outros é o que diferencia os que passam dos que deixam legado. A UMA chega aos 20 anos tendo não só um padrinho mas como um exemplo de que política não é só sobre partidos, mandatos, emendas ou coisa do tipo: é sobre enxergar pessoas e causas quando quase ninguém é capaz de enxergar!

Esse traço não é apenas um detalhe de estilo é, na prática, um ativo político. Em um ambiente onde causas sociais muitas vezes são instrumentalizadas como vitrines eleitorais ou tratadas como extensão de “currais de votos”, Eduardo Gomes constrói uma lógica distinta: a de enxergar pessoas e projetos como parte natural do fazer político, e não como ferramentas circunstanciais.
Ao se relacionar com a UMA dessa forma, ele desloca o eixo da política do interesse imediato para a construção de vínculos reais. Não se trata de capitalizar agendas, mas de incorporá-las. E essa diferença, embora sutil na aparência, produz efeitos concretos na forma como sua atuação é percebida.

Mais do que apoio institucional, o que se observa é uma relação que não depende de calendário eleitoral para existir. É essa capacidade de tratar causas como compromisso contínuo e não como oportunidade que consolida um tipo de força política menos ruidosa, porém mais consistente.
No fim, esse é o diferencial: transformar a política em extensão de valores, e não em estratégia de ocasião. E, nesse aspecto, a trajetória ao lado da UMA ajuda a explicar por que Eduardo Gomes mantém relevância em cenários onde a coerência passou a ser um ativo cada vez mais escasso.
Fotos: Rone Souza