Após décadas na elite operacional, Ariston Ribeiro se despede da Polícia Civil com reconhecimento e legado

Após quase 24 anos de relevantes serviços prestados à Segurança Pública do Estado do Tocantins, o oficial investigador Ariston Ribeiro de Araújo, integrante do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE), unidade de elite da Polícia Civil, se aposentou no início do mês de abril.

A trajetória do servidor foi reconhecida durante solenidade realizada na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, em Palmas. Na ocasião, Ariston recebeu uma medalha e menção elogiosa das mãos do delegado-geral da Polícia Civil, Claudemir Luiz Ferreira, e do assessor especial da Delegacia Geral, delegado Roger Knewitz, em reconhecimento à dedicação e aos serviços prestados ao longo de sua carreira.

Ariston ingressou na Polícia Civil do Tocantins por meio de concurso público em 2003, sendo inicialmente lotado no município de Sítio Novo. Posteriormente, atuou em Araguatins, sua cidade natal, antes de se fixar em Palmas, onde participou do Curso de Operações Táticas (COT), que deu origem ao atual GOTE.

Ao longo da carreira, também integrou unidades como a Divisão de Homicídios e delegacias especializadas da capital, até ser definitivamente lotado no GOTE. Na unidade, foi comandado pelo delegado João Pompeu Luiz de Pina, fundador do grupo, e posteriormente pelo delegado Roger Knewitz.

No GOTE, exerceu por quase 23 anos a função de coordenador de operações e instrutor de Uso Progressivo da Força, Armamento e Tiro, contribuindo diretamente para a formação de dezenas de policiais civis — entre agentes, escrivães e delegados — ao longo das últimas duas décadas.

Carreira nacional

Além da atuação no Tocantins, Ariston também participou de diversas missões e treinamentos em outros estados, onde conquistou reconhecimento por sua capacidade técnica, espírito de liderança e dedicação, tendo recebido, inclusive, menção elogiosa da Força Nacional de Segurança Pública. 

Atuação na Força Nacional

Em 2013, foi convocado para integrar a Força Nacional de Segurança Pública, atuando em cidades como Maceió (AL), Natal (RN), Novo Progresso (PA), Rio Verde e Goiânia (GO). Durante esse período, trabalhou na área de inteligência, contribuindo para a segurança da delegação da seleção de futebol dos Estados Unidos. Retornou ao Tocantins em 2015.

Formação e contribuições

Ao longo da carreira, participou de cursos de especialização e treinamentos em estados como São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, sempre com foco no aprimoramento técnico e tático. Também colaborou em processos de escolha de armamentos e equipamentos que contribuíram para a modernização da Polícia Civil do Tocantins.

Emocionado, Ariston agradeceu a homenagem recebida. “É muito gratificante me aposentar e ser agraciado com essa medalha, que representa muito para mim. Foram quase 24 anos dedicados integralmente à Polícia Civil do Tocantins, em defesa da sociedade. Recebo essa homenagem com humildade e com a certeza de que cumpri meu papel e contribuí para tornar o nosso estado mais seguro”, afirmou.

O delegado-geral Claudemir Luiz Ferreira destacou a importância da trajetória do policial. “Essa medalha é uma singela homenagem pela enorme contribuição e dedicação que Ariston devotou à Polícia Civil ao longo de mais de duas décadas. Foi uma honra tê-lo em nossos quadros, especialmente por sua atuação na formação de muitos dos policiais que hoje estão na ativa”, ressaltou.

O chefe do GOTE, delegado Rildo Barreira, que acompanhou de perto a trajetória do servidor por mais de uma década, também destacou sua atuação. “Tive a honra de trabalhar ao lado do Ariston por muitos anos. Ele sempre se destacou pela coragem, habilidade e espírito de equipe, sendo referência para todos. Sua ausência será sentida, mas sua história no GOTE é marcada pela excelência e dedicação”, pontuou.