Cesta básica em Palmas – Foto: Lia Mara
Cesta básica em Palmas – Foto: Lia Mara

A cesta básica em Palmas apresentou variação de 3,76% em março de 2026, alcançando R$ 734,33, segundo levantamento do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (NAEPE). Apesar da alta no mês, o valor ainda se mantém ligeiramente inferior ao registrado em março de 2025.

Os itens que mais influenciaram o resultado foram o tomate, com aumento de 17,4%, o feijão (13,6%) e o leite (8,6%). Também tiveram elevação o arroz (3,2%) e a carne (0,9%). Por outro lado, produtos como açúcar (-3,3%), pão francês (-2,6%) e café (-1,2%) apresentaram recuo, contribuindo para amenizar o impacto geral.

No acumulado do ano, entre janeiro e março, a cesta básica registra elevação de 11,11%, movimento associado, principalmente, a fatores climáticos e sazonais, como o retardo ou a intensificação do período chuvoso, que pode influenciar a produção e a cadeia logística de alguns alimentos.

O levantamento também evidencia reflexos no orçamento das famílias. Em março, o custo da cesta básica familiar chegou a R$ 2.202,99, enquanto o salário-mínimo necessário para cobrir despesas essenciais foi estimado em R$ 6.169,11 — cerca de 3,8 vezes, o salário mínimo atual. Com isso, o comprometimento da renda líquida com alimentação ficou em 49%.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Dr. Autenir de Rezende, o comportamento observado é típico deste período do ano. Segundo o economista: “a maior causa desta variação está relacionada a efeitos climáticos e à sazonalidade na produção e distribuição de alimentos, como tem acontecido com o feijão, por exemplo”.

Mesmo com as oscilações recentes, a comparação anual aponta leve redução de 1,64% no custo da cesta, o que sinaliza um cenário de relativa estabilidade no médio prazo, embora ainda demande atenção, especialmente das famílias de menor renda.