
Por meio de um vídeo divulgado em sua rede social, na tarde desta segunda-feira, 09, a primeira-dama do Tocantins, Karynne Sotero, usou sua voz para chamar atenção sobre o feminicídio no Estado e reforçar o compromisso com políticas públicas de prevenção e acolhimento desenvolvidas pelo projeto Por Todas as Marias.
Na gravação, a primeira-dama cita nomes de mulheres assassinadas em 2025, relata que cada uma delas tinha família, filhos, sonhos e histórias interrompidas pela violência. Ao abordar os casos, Karynne ressalta que o feminicídio, na maioria das vezes, ocorre dentro de casa e é praticado por alguém conhecido da vítima, quase sempre precedido por agressões, ameaças e controle.
“Nenhuma dessas mortes começaram no dia do crime. Elas começaram no medo, na ameaça, no controle e na falta de ajuda”, pontua a primeira-dama no vídeo, ao destacar que a indignação, por si só, não é suficiente para enfrentar o problema. Segundo dados oficiais, 19 mulheres foram vítimas de feminicídio no ano passado, no Tocantins, número que reforça a necessidade de ações preventivas efetivas e contínuas.
Nesse contexto, Karynne Sotero destacou o projeto Por Todas as Marias como uma resposta concreta do Estado à violência contra o público feminino. A iniciativa, em expansão pelo território tocantinense, atua de forma preventiva, levando informação, orientação, acolhimento e fortalecendo a rede de apoio às mulheres antes que a violência chegue a níveis extremos.
Já neste ano, o Por Todas as Marias foi levado a diferentes regiões do Tocantins, incluindo comunidades indígenas na Ilha do Bananal, em Formoso do Araguaia, e espaços de grande circulação, como a final da Copa do Craque 2026, em Gurupi. O objetivo é ampliar o alcance da informação, incentivar denúncias e reforçar que nenhuma mulher está sozinha.
“O vídeo é um chamado à responsabilidade coletiva. Decidi gravar sobre o assunto porque penso que o silêncio também mata. Precisamos falar sobre essas mulheres, dar nome às vítimas e mostrar que existem caminhos de ajuda antes que a violência termine em tragédia”, declarou a primeira-dama.
No vídeo, a primeira-dama reforça a importância dos canais de denúncia e lembra que as mulheres em situação de violência, assim como pessoas que conheçam alguém em risco, podem buscar ajuda pelo Disque 180, a Central de Atendimento à Mulher.