Governador Wanderlei Barbosa cumpre agenda em Araguaína nesta quarta-feira, 25, com entrega de prêmios da educação, vistoria do Centro Socioeducativo e ações de preservação ambiental - Crédito foto: Marcio Vieira/Governo do Tocantins
Governador Wanderlei Barbosa cumpre agenda em Araguaína nesta quarta-feira, 25, com entrega de prêmios da educação, vistoria do Centro Socioeducativo e ações de preservação ambiental - Crédito foto: Marcio Vieira/Governo do Tocantins

Uma declaração do governador Wanderlei Barbosa sobre articulações políticas em Brasília provocou forte repercussão nos bastidores e nas redes sociais nesta semana. A fala envolve um suposto acordo que teria sido feito durante o período em que ele esteve afastado do comando do Tocantins.

Ao comentar o episódio, o governador afirmou que houve um entendimento político à época. “Eu fiz esse compromisso na época, foi sugerido pelo presidente Amélio”, disse, em referência a Amélio Cayres.

Wanderlei também rebateu a interpretação de que o acordo teria outro peso. “Esse compromisso não era para dar igualdade, não, era para que ela me desse apoio lá”, afirmou, ao citar a senadora Professora Dorinha.

Segundo ele, o apoio político foi determinante naquele momento. “Eles me deram o apoio que eu precisava”, declarou. O governador ainda acrescentou que esteve acompanhado por aliados durante o processo: “Lá, andando, me visitando, do meu lado, me motivando”.

A declaração gerou reação imediata. O vice-governador Laurez Moreira questionou o teor da fala. “É muito estranho o governador falar que firmou compromisso com políticos para voltar ao cargo. Tem algo fora do lugar”, escreveu. Ele completou: “Quando a questão jurídica é resolvida na política, no Estado Democrático de Direito não é assim que as coisas funcionam”.

O deputado federal Vicentinho Júnior também criticou. “Entendi certo ou escutei errado? O governador dizendo que voltou ao mandato por acordo político e não por ter o direito ao seu lado?”, questionou.

Diante da repercussão, Wanderlei voltou a se manifestar e fez um esclarecimento mais direto sobre o episódio, destacando o papel do Judiciário na decisão.

“Está estampado em todos os veículos, houve um compromisso, esse compromisso não era para ela me voltar, não era para que ela me desse apoio lá, ela me deu apoio, da mesma forma me deu apoio o senador Eduardo Gomes”, afirmou.

Ele reforçou que o entendimento político não foi determinante para sua recondução ao cargo. “Eu fiz esse compromisso na época, foi sugerido pelo presidente Amélio Caires, ele me ligou de vídeo junto com o deputado Vilmar”, disse.

Na sequência, rebateu críticas de adversários: “Ontem eu vi um deputado contestando, ah então esse foi um acordo dele, não, quem me voltou foi o Poder Judiciário”.

O governador voltou a destacar o apoio político recebido em Brasília. “Agora o senador Eduardo Gomes e a senadora professora Dorinha lá em Brasília me deram o apoio que eu precisava, andando comigo, estando do meu lado, me motivando e mostrando a verdade onde precisava mostrar para que a gente pudesse retornar ao nosso mandato”.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins