A 2ª Feira Mulheres Empreendedoras da Amazônia celebra o talento de artesãs indígenas e quilombolas, fortalecendo a economia criativa e preservando saberes
A 2ª Feira Mulheres Empreendedoras da Amazônia celebra o talento de artesãs indígenas e quilombolas, fortalecendo a economia criativa e preservando saberes

Por Fábia Lázaro/Mais Assessoria

Artesãs indígenas e quilombolas estão comercializando suas peças na 2ª Feira Mulheres Empreendedoras da Amazônia – Artesãs Indígenas e Quilombolas, realizada no hall da sede da Assembleia Legislativa do Tocantins, em Palmas. O evento segue até o final da tarde desta quarta-feira, 29.

Participam da feira representantes indígenas das etnias Xerente, Javaé, Canela, Krahô-Kanela e Apinajé, além de integrantes das comunidades quilombolas Barra da Aroeira, Mumbuca e Prata, reforçando a diversidade cultural presente no Tocantins.

Emocionada, a anciã indígena Gilda Xerente aproveitou a abertura do evento para expressar sua alegria em participar da iniciativa. Misturando a língua nativa com o português, ela contou que é a primeira vez que participa de uma feira como esta e destacou o desejo de aprender e conhecer mais.”Estou muito feliz por estar aqui e quero aprender cada vez mais “, ressaltou.

O projeto, idealizado pela cantora e ativista cultural Núbia Dourado, tem como objetivo valorizar, dar visibilidade e fortalecer a autonomia de mulheres indígenas e quilombolas por meio do artesanato e da bioeconomia. A iniciativa também conta com uma plataforma de vendas online, ampliando as oportunidades de geração de renda e o acesso a novos mercados.

Segundo Núbia Dourado, a feira representa um espaço de reconhecimento, respeito e oportunidade para mulheres que mantêm vivas tradições ancestrais por meio da arte. “Esse projeto nasceu para dar voz, visibilidade e renda às mulheres indígenas e quilombolas. Cada peça exposta aqui carrega história, identidade e resistência”, destacou.

Programação

Além de destacar a arte indígena e quilombola, a programação abriu espaço para a música regional. Os cantores Missin da Viola de Buriti e Arnon Ribeiro animaram o público ao som da tradicional viola de buriti, instrumento símbolo da cultura tocantinense.

O evento também contou com danças indígenas e desfile com as mulheres artesãs, além de apresentações da idealizadora do projeto, Núbia Dourado, cantando músicas de seus lançamentos mais recentes, entre elas Roda a Saia.

O auxiliar de limpeza . Clayton Rodrigues,  afirmou ter ficado feliz ao visitar a Assembleia e encontrar um evento voltado à valorização da cultura dos povos originários. “Eventos como estes são extremamente necessários”, destacou.

Carteira Nacional do Artesão

Nesta edição, as artesãs também puderam emitir gratuitamente a Carteira Nacional do Artesão, por meio de parceria com o Governo do Tocantins.

Emitido pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), dentro do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), o documento tem validade nacional e oferece benefícios como participação em feiras nacionais e internacionais, além de acesso a oficinas e cursos de qualificação.

Apoio institucional

O projeto conta com apoio institucional da Assembleia Legislativa do Tocantins, da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins, da Secretaria de Estado da Cultura e da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), com realização do Instituto Terra Dourada.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres (MDB), destacou o papel do Parlamento estadual em apoiar ações que valorizem os povos originários e tradicionais.

“Fico feliz com a realização dessa feira na Casa do Povo, pois o apoio da Assembleia ao artesanato indígena e quilombola é fundamental para a preservação cultural, para a divulgação do trabalho dessas mulheres e também para a geração de renda”, afirmou.

O secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, também ressaltou a importância da iniciativa.“Como secretário de Cultura, é isso que desejamos: oportunidades como esta para levar ao mundo o resultado do trabalho dos nossos artesãos”, declarou.