
Está marcado para esta terça-feira, 14, o julgamento da técnica de enfermagem Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, que confessou ter matado o empresário José Paulo Couto, de 75. O júri será realizado no fórum da comarca de Araguaína, onde o caso ganhou grande repercussão no ano passado.
A denúncia do Ministério Público aponta que o crime ocorreu em julho de 2025, na casa da acusada, e teria sido motivado por um conflito envolvendo dinheiro. Segundo as investigações, o empresário mantinha um relacionamento com Rejane há anos e ajudava a custear despesas dela. A redução desse valor teria provocado uma discussão que terminou em morte.
De acordo com o processo, a acusada imobilizou a vítima dentro da residência e, temendo ser denunciada, decidiu matá-la. O Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido com agravantes, incluindo motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Após o crime, ainda conforme a apuração, Rejane teria levado objetos pessoais do empresário, como joias e celular, além de tentar despistar a investigação ao adulterar a placa do carro da vítima. O veículo foi deixado em um terreno baldio com a ajuda de um conhecido, que, segundo o inquérito, não sabia do ocorrido.
A ocultação do corpo ocorreu no dia seguinte. Segundo a investigação, a acusada contou com o apoio da irmã para transportar o cadáver, que foi abandonado em uma área sob uma ponte em Araguaína. O corpo foi localizado após denúncia anônima.
Além do homicídio qualificado, Rejane responde por furto, adulteração de sinal identificador de veículo e ocultação de cadáver. A denúncia foi apresentada pelo promotor Daniel José de Oliveira Almeida e aceita pela Justiça dias depois.