
Maju Cotrim
Abril marca um tempo que não se mede apenas em anos: se mede em resistência, em construção coletiva e em compromisso com a verdade. Neste mês, a Gazeta do Cerrado completa 10 anos em atividade no Tocantins. Uma década de um projeto que nasceu com propósito: fazer jornalismo com identidade, com representatividade e com responsabilidade social.

A Gazeta não surgiu por acaso. Surgiu da necessidade. Da urgência de um jornalismo que olhasse para o Cerrado não como paisagem distante, mas como território vivo. Que abrisse espaço para o meio ambiente, para os povos indígenas, para a cultura quilombola — não como pauta pontual, mas como eixo permanente desde o primeiro dia. Surgiu para dizer que o Tocantins também produz narrativa, também constrói história, também merece ser contado com profundidade.
Ao longo desses 10 anos, a Gazeta do Cerrado se consolidou com trabalho, com credibilidade e com consistência como uma das principais fontes de informação profissional, especialmente na cobertura política do estado. Não por acaso. Mas por método. Por apuração. Por escolha editorial.
Aqui, notícia não é produto descartável. É responsabilidade.
E é exatamente esse padrão que celebramos: um jornalismo que trata a informação com cuidado, que respeita o leitor e que entende o impacto de cada palavra publicada. Em tempos em que o ruído muitas vezes tenta se vestir de notícia, a Gazeta reafirma sua essência: esclarecer, contextualizar, iluminar.
Ao longo dessa trajetória, também enfrentamos tentativas, diretas e indiretas, de nos diminuir, silenciar ou invisibilizar. Não conseguiram. E não conseguirão. Porque a Gazeta não é apenas um veículo. É um projeto coletivo, enraizado na sociedade, sustentado pela confiança do povo tocantinense.
Essa história é feita por muitas mãos.
É feita por uma mulher negra na editoria-chefe, que entende que comunicar também é um ato político de ocupação de espaço.

É feita por um comunicador e antropólogo Marco Jacob, co-fundador, que amplia o olhar sobre cultura e turismo, trazendo profundidade e pertencimento às narrativas.

É feita por dezenas de jornalistas que passaram por aqui e ajudaram a construir essa trajetória: muitos deles formados dentro da própria Gazeta, aprendendo na prática o valor da responsabilidade com a informação.

É feita pela criatividade inquieta de Brener Nunes, pela energia e leitura de tempo da jovem Melissa Simas nas redes sociais, pela dedicação diária da redatora Bianca no factual: firme, constante, essencial.
E é feita, sobretudo, por uma rede viva de colaboradores, repórteres e fontes espalhadas por todo o Tocantins.
Mas há um ponto central que nunca pode ser esquecido: o maior repórter da Gazeta do Cerrado é o povo.
É o povo que pauta. Que denuncia. Que sugere. Que compartilha. Que constrói, todos os dias, a base do nosso jornalismo.
São essas vozes que nos movem.
Ao completar 10 anos, a mensagem que fica não é de chegada. É de continuidade. Um veículo premiado, considerado nacionalmente o melhor do Tocantins, homenageado por sua essência popular e que antes de tudo trabalha com respeito a todos!
Seguiremos.
Seguiremos com responsabilidade social, com independência e com compromisso público.
Em um ano eleitoral, reafirmamos: nossa cobertura será guiada pelo equilíbrio, pela transparência e pela apuração rigorosa. Não servimos a interesses particulares. Nosso único compromisso é com o interesse coletivo, com a verdade e com o jornalismo profissional.
A Gazeta do Cerrado continuará sendo voz.E não aceitará ser calada.
Num tempo em que muitos confundem barulho com informação, seguiremos sendo clareza.
Num tempo em que versões tentam substituir fatos, seguiremos sendo apuração.
Num tempo de dispersão, seguiremos sendo certeza.
A Gazeta é raiz.
E raiz não se arranca com facilidade.
Seguimos. Mais firmes. Mais conscientes. Mais necessários do que nunca.
Antes de ser notícia, tem que ser verdade.