
A abordagem da Polícia Federal à deputada estadual e pré-candidata a deputada federal Janad Valcari, durante um saque em uma agência bancária de Palmas nesta quarta-feira, 29, ganhou contornos políticos após reação pública da parlamentar, que classificou o episódio como “vagabundagem” e levantou suspeitas de perseguição em meio ao cenário de pré-campanha.
Visivelmente indignada após ser levada para averiguações, Janad afirmou durante entrevista à veículos de imprensa que o dinheiro sacado era de sua conta pessoal e que não há qualquer irregularidade na movimentação.
“Eu saquei o dinheiro da minha conta pessoal. Agora não pode mais sacar dinheiro? O dinheiro é meu e posso fazer dele o que eu quiser”, disse. A deputada alegou que os recursos seriam usados para despesas empresariais e obras particulares, citando pagamentos, reformas e investimentos em andamento.
Ao rebater suspeitas, Janad destacou sua atuação como empresária antes da vida pública e afirmou que seu patrimônio é compatível com a movimentação. “Eu não entrei na política para fazer dinheiro. Quando entrei, eu já tinha meu dinheiro”, declarou, acrescentando que está disposta a apresentar extratos, contratos e demais documentos para comprovar a origem dos valores.
Questionada se vê relação entre a abordagem e o momento político, a parlamentar disse acreditar em possível motivação eleitoral.
“Acredito que pode ser sim. Tem dedo de gente ruim aí”, afirmou, ao mencionar episódio anterior, quando, segundo ela, também teria sido alvo de ação que considerou injustificada.
Em nota enviada à Gazeta do Cerrado, a assessoria da deputada informou que a abordagem foi pontual, que Janad colaborou com os agentes e prestou todos os esclarecimentos solicitados. A equipe reforçou que os recursos são provenientes de sua conta pessoal, com origem lícita e compatível com seu patrimônio.
A nota também cita o ambiente de pré-campanha como contexto de acirramento político e possível tentativa de desgaste de imagem, embora sem atribuir responsabilidade direta a adversários.
“A parlamentar sempre pautou sua conduta na transparência, na legalidade e no respeito às instituições”, diz o posicionamento.
O caso teve repercussão imediata no meio político tocantinense e ocorre em um momento em que Janad intensifica movimentos de pré-campanha para a disputa por uma vaga na Câmara Federal. Até o momento, não há informação pública sobre investigação formal envolvendo a deputada decorrente da abordagem.