Foto: Daniel dos Santos
Foto: Daniel dos Santos

Uma lixeira com sensores, um personagem articulado em tamanho humano e uma exposição de arte digital produzida com inteligência artificial estão entre os projetos desenvolvidos por estudantes de escolas municipais de Palmas com apoio do Meu Hub é Raipe. Coordenada pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), a iniciativa contou com orçamento de R$ 500 mil e implantou cinco laboratórios makers na rede pública.

Os resultados integram a programação do evento de encerramento do projeto, marcado para esta quarta-feira (4), das 9h às 11h, no auditório da Reitoria da UFT, em Palmas. O encontro prevê a participação de estudantes, representantes da universidade, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Secretaria Municipal de Educação.

Foto: Daniel dos Santos

Os laboratórios foram instalados nas escolas municipais de tempo integral Caroline Campelo, Daniel Batista, Eurídice Ferreira, Fidêncio Bogo e Padre Josimo Tavares. Nesses espaços, os alunos são incentivados a aprender por meio da experimentação e da criação de projetos que combinam ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática — áreas reunidas na sigla STEAM.

Entre as propostas desenvolvidas também estão uma estante interativa com livros em miniatura e narrações e um monstro articulado destinado a atividades de contação de histórias.

Da teoria à prática

Além da instalação dos equipamentos, o projeto ofereceu capacitações, acompanhamento de professores e estudantes, encontros semanais e desafios criativos. A proposta foi aproximar os recursos tecnológicos das atividades realizadas em sala de aula.

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Segundo o coordenador Daniel Silva, a participação da universidade é fundamental para ajudar as escolas a utilizar a estrutura no processo de aprendizagem. Ele avalia que o acesso aos equipamentos precisa ser acompanhado pela aproximação com a pesquisa e com o conhecimento científico.

Na Escola Municipal de Tempo Integral Caroline Campelo, os estudantes passaram a montar circuitos elétricos, testar componentes eletrônicos e criar modelos em três dimensões com a ferramenta Tinkercad.

“O laboratório maker proporcionou um ambiente colaborativo e participativo para os estudantes da escola”, relata o professor Wanderson. Segundo ele, as atividades também permitem que os alunos compartilhem o que aprenderam com os colegas e participem mais ativamente da construção do conhecimento.

Atividades devem continuar

Foto: Daniel dos Santos

A implantação dos laboratórios considerou os interesses e as necessidades de cada comunidade escolar. Parceira técnica da iniciativa, a Associação Casa da Árvore acompanhou a construção de propostas pedagógicas para o uso dos espaços.

De acordo com a presidente da associação, Leila Vilhena, um dos principais aprendizados foi identificar caminhos para que cada escola desenvolvesse sua própria abordagem, a partir das demandas de seus estudantes.

Na Escola Municipal de Tempo Integral Padre Josimo Tavares, a diretora Adriana afirma que a estrutura continuará sendo utilizada após o encerramento do projeto.

“Embora o projeto esteja chegando ao fim, a nossa escola continuará a aprimorar as práticas educacionais científicas e a utilizar o laboratório como um recurso valioso para o nosso ensino”, declara.

Educação científica

O Meu Hub é Raipe integra o programa federal Mais Ciência na Escola, realizado em parceria entre o Ministério da Educação (MEC), o MCTI e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A iniciativa busca ampliar a educação científica e digital na rede pública.

Para a secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Germana Pires Coriolano, o programa cria oportunidades para que crianças e jovens participem da produção de projetos de pesquisa, tecnologia e inovação.

A secretária municipal da Educação de Palmas, Anice de Souza Moura, destaca que 50 estudantes, representantes das cinco escolas participantes, devem compartilhar os trabalhos desenvolvidos durante o projeto.

“Mais do que aprender conceitos, nossos alunos têm a oportunidade de experimentar, pesquisar, desenvolver soluções e transformar ideias em projetos”, afirma.