
O Condomínio Residencial Brisas do Lago divulgou, nesta quinta-feira, 7, uma nota de esclarecimento contestando parte da versão apresentada pela Polícia Militar sobre a ocorrência envolvendo um policial militar dentro do residencial, em Palmas. Segundo a administração, o militar invadiu cinco apartamentos e arrombou portas durante a ação, provocando pânico entre moradores.
O caso aconteceu na tarde de quarta-feira, 6, e mobilizou equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Vídeos gravados por moradores mostram dezenas de pessoas deixando os apartamentos assustadas enquanto as corporações atuavam no local.
Na nota enviada à imprensa, o condomínio afirma que a situação não começou após discussão com funcionários do residencial, como informou inicialmente a PMTO. Conforme a administração, a confusão envolveu prestadores de serviço que realizavam uma mudança em um dos apartamentos.
Segundo os relatos repassados ao condomínio, uma mulher que teria relacionamento com o policial buscou proteção atrás dos trabalhadores durante uma discussão. Em seguida, o militar teria avançado de forma violenta contra os prestadores de serviço, enquanto a mulher conseguiu fugir e se esconder em outro apartamento.
A administração informou ainda que quatro portas foram arrombadas e que o policial entrou em cinco unidades residenciais tentando localizar a mulher. O condomínio relatou que moradores viveram momentos de medo e insegurança, incluindo mulheres sozinhas em casa e uma mãe com um bebê recém-nascido.
“A atitude do policial militar em questão levou a momentos de pânico e instaurou uma sensação de insegurança”, afirmou o residencial em trecho da nota.
A nota também rebate a versão da corporação sobre a atuação dos colaboradores do condomínio. Segundo a administração, os funcionários agiram para proteger os moradores e não deram causa à ocorrência.
“O modo com que a situação tem sido tratada pela Corporação no sentido de responsabilizar colaboradores do Condomínio pelo seu início não apenas distorce o que de fato ocorreu, como demonstra uma divergência com o papel da Polícia Militar”, diz outro trecho do documento.
Na noite de quarta-feira, a Polícia Militar confirmou que o policial apresentava “alteração comportamental” e havia acessado unidades habitacionais antes de ser contido pelas equipes. A corporação informou ainda que ele foi levado para atendimento médico na UPA Norte e que a Corregedoria-Geral irá instaurar procedimento administrativo para apurar a conduta do militar.
O condomínio informou que acompanha os moradores afetados e que já adota medidas judiciais relacionadas ao caso.
Leia a nota na íntegra