Advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa procurou a 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil para comunicar a morte — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa procurou a 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil para comunicar a morte — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O caso da morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira, 5. A Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva do pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, e da madrasta, Kathellen Moreira, suspeitos de envolvimento no crime.

O menino foi encontrado morto na manhã de segunda-feira, 3, na casa onde estava com o casal, na região norte de Palmas. O caso, inicialmente tratado como uma comunicação de morte feita pelo próprio pai horas depois do ocorrido, passou a ser investigado como homicídio após o Instituto Médico Legal (IML) concluir que a criança sofreu múltiplas agressões e violência sexual antes de morrer.

O pedido de prisão preventiva foi apresentado pelo delegado responsável pelas investigações e agora aguarda decisão da Justiça.

Enquanto o inquérito avança, vieram à tona registros que reforçam o histórico de conflitos envolvendo a guarda da criança. Um vídeo gravado no fim de semana mostra Gustavo resistindo a ir para a casa do pai. Ao ser perguntado pela mãe por que não queria visitá-lo, responde: “Porque ele me bate.”

Os pais do menino não moravam juntos e disputavam questões judiciais relacionadas à guarda e ao pagamento de pensão alimentícia.A defesa da mãe, Sabrina da Silva Feitosa, afirmou que ela não impedia as visitas por receio de ser acusada de alienação parental.

Segundo a advogada Stella Bueno, Sabrina já havia relatado que o filho retornava das visitas com lesões, mas temia denunciar o caso em razão de ameaças que, segundo a defesa, atingiam ela e familiares.

“Ela já havia me reportado diversas situações em que a criança chegava machucada das visitas. No entanto, o medo e o temor dela pela própria vida e pela vida do filho impediam que medidas mais drásticas fossem tomadas naquele momento”, afirmou.

A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira informou que ainda não irá se manifestar porque não teve acesso ao inquérito.

Além da investigação criminal, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) anunciou a suspensão cautelar da inscrição profissional de Igor Gustavo Veloso de Sousa. Segundo a entidade, a medida permanecerá em vigor até a conclusão do processo disciplinar no Tribunal de Ética e Disciplina.

Gustavo foi velado e sepultado na terça-feira, 4, sob forte comoção. Durante o enterro, a mãe fez um apelo por justiça.

“Eu quero justiça pelo meu filho.”

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins