
A senadora Professora Dorinha Seabra confirmou à Gazeta do Cerrado que trabalha para lançar oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Tocantins em junho. Segundo ela, o momento ainda é de articulação política, construção partidária e diálogo com lideranças municipais.
“Queremos fazer um evento de lançamento, provavelmente no mês de junho, mas eu vou ouvir todos os partidos que compõem o grupo”, afirmou.
Dorinha conversou com a reportagem na manhã desta segunda-feira, 18, durante agenda ao lado de representantes do governo federal. Questionada sobre a relação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros da gestão petista, a senadora afirmou manter uma atuação institucional voltada para entregas ao Tocantins.
“A minha relação sempre foi institucional, respeitosa e com muita entrega. A gente tem ido aos municípios entregando casas que são programas federais, lutando por mais escolas e creches. É uma relação em que eu enxergo sempre o meu estado”, declarou.
Pré-candidata ao Palácio Araguaia, Dorinha disse que tem intensificado viagens pelo interior e avalia positivamente a receptividade que vem encontrando nos municípios.
“Tem sido bastante produtivo. Tenho andado bastante, com uma receptividade excelente. Falta horas no dia de 24”, brincou.
Apesar da movimentação eleitoral, ela afirmou que ainda divide a rotina entre Brasília e as agendas políticas no Tocantins. Segundo a senadora, a prioridade neste momento é ouvir lideranças e compreender as demandas locais antes de apresentar propostas mais amplas.
“Acho que é um momento em que, ao mesmo tempo que a gente vai para o espaço, o mais importante é poder ouvir, escutar, mais do que falar”, disse.
Dorinha também comentou a recente reunião com prefeitos aliados, encontro que, segundo ela, surgiu por iniciativa dos próprios gestores municipais e já faz parte da organização política da pré-campanha.
“A reunião foi provocada por um grupo de prefeitos num desenho de coordenação de campanha, de trabalho”, afirmou.
A senadora destacou que pretende construir uma estrutura fortemente municipalista, envolvendo prefeitos, vereadores e lideranças regionais em um processo de escuta das demandas da população.
“Essa escuta qualificada que vai acontecer nos municípios passa pela participação dos prefeitos, vereadores e vereadoras, mas, acima de tudo, pelo povo. Eu quero ouvir o povo do Tocantins”, declarou.