
A Alternativas para a Pequena Agricultura (APA-TO) realiza o lançamento do Projeto Rede de Vidas nos Babaçuais nesta quinta-feira, 30 de abril, a partir das 8h, na Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) Câmpus Augustinópolis.
O Projeto tem previsão de atuação em atividades técnicas destinadas ao atendimento de movimentos sociais, sindicais e associativos da região do Bico do Papagaio (extremo norte do Tocantins) e conta com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Amazônia.
O Projeto é fruto de uma construção coletiva, que nasceu da luta pelos direitos e defesa da vida, contra a grilagem de terras, desde a década de 60. A organização comunitária no Bico do
Papagaio remonta à vida do Padre Josimo, que viveu em defesa do direito à terra e contribuiu para a estrutura dos movimentos sociais e sindicais na região. Outras lideranças importantes seguiram seus passos, como dona Raimunda Quebradeira de Coco.
A contribuição de cada trabalhador e trabalhadora possibilitou que as comunidades rurais e de povos tradicionais pudessem garantir dignidade em seus territórios. Assim se constituiu a Rede Bico Agroecológico, uma organização que representa e articula outras 20, dentre movimentos, sindicatos, associações, federações e cooperativas.
“As ameaças à vida dos trabalhadores e trabalhadoras rurais mudaram nos últimos 50 anos, mas a resistência continua”, como explica o presidente da APA-TO, Francisco Gomes, sobre a necessidade de execução deste e outros tantos projetos voltados para o desenvolvimento social da região.
A Rede de Vidas nos Babaçuais propõe o atendimento às comunidades organizadas na Rede Bico Agroecológico em atividades como fruticultura, apicultura, casas de produção, comunicação popular e comunitária, sistemas agroflorestais, extrativismo e comercialização.
Tudo isso para fortalecer a Cadeia de Valor da agricultura familiar e extrativista, além de outras iniciativas sustentáveis associadas à inclusão socioprodutiva e aos meios de vida de quebradeiras de coco babaçu, assentados da reforma agrária e suas juventudes.
O objetivo é oferecer serviço técnico adequado à realidade de cada atividade extrativista. A APA-TO vai atender diretamente a Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (Asmubip); a Cooperativa Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (CIMQCB) e a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Agricultores Familiares, Agroecológicos e Pescadores Artesanais de Esperantina (COAF-Bico).