A soja liderou a pauta de exportações do Tocantins no primeiro semestre de 2026, com cerca de US$ 1,1 bilhão em vendas ao exterior, o equivalente a 59,8% do total exportado pelo estado.
A soja liderou a pauta de exportações do Tocantins no primeiro semestre de 2026, com cerca de US$ 1,1 bilhão em vendas ao exterior, o equivalente a 59,8% do total exportado pelo estado.

O agronegócio voltou a demonstrar seu peso na economia tocantinense. O estado encerrou o primeiro semestre de 2026 com superávit de US$ 1,7 bilhão na balança comercial, crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho, as exportações alcançaram US$ 1,9 bilhão, avanço de 20,2%. Os dados são da Balança Comercial do Tocantins, divulgados pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO).

O desempenho foi sustentado principalmente pelas commodities agrícolas e pecuárias. A soja manteve a liderança da pauta, com aproximadamente US$ 1,1 bilhão comercializado no exterior, equivalente a 59,8% do total. Na sequência aparece a carne bovina, que movimentou US$ 323,3 milhões e registrou alta de 19,5% na comparação com os seis primeiros meses de 2025.

Outro destaque veio da atividade mineral. As vendas internacionais de ouro somaram US$ 152,5 milhões, expansão de 108,9%. Soja, carne, ouro, farelo de soja e bovinos vivos formaram o grupo responsável pela maior parcela das receitas obtidas pelo estado no mercado externo.

China mantém protagonismo nas relações comerciais

A China permaneceu como o principal parceiro do comércio exterior tocantinense. Junto com outros quatro países, o mercado chinês integra o grupo responsável por 78,1% das exportações e 69,1% das importações realizadas pelo estado no período.

A presença chinesa já vinha sendo observada desde o início do ano. Dados do Boletim AgroFAET mostram que, somente em janeiro e fevereiro, o país adquiriu US$ 101,8 milhões em produtos tocantinenses e respondeu por 36,4% das vendas estaduais para o exterior. Naquele momento, Canadá, Turquia, Marrocos e Suíça também figuravam entre os principais destinos.

Agroindústria amplia participação

Os números também revelam maior presença de produtos processados na pauta comercial. A indústria de transformação respondeu por 33,83% de tudo o que foi exportado, alcançando US$ 644,7 milhões no semestre. Entre as atividades estão o processamento de carnes, a fabricação de alimentos para animais e segmentos ligados ao beneficiamento mineral.

Do outro lado da balança, as importações chegaram a US$ 192,6 milhões, aumento de 52,3%. Os adubos e fertilizantes responderam pela maior parcela dessas compras, com US$ 113,3 milhões, equivalente a 58,8% do total, refletindo a demanda por insumos utilizados na produção agrícola.

O movimento de cargas também evidencia a importância da infraestrutura de escoamento para a economia estadual. Os portos de Itaqui, no Maranhão, e Santos, em São Paulo, concentraram 77,9% das exportações e 61,3% das importações tocantinenses no semestre.

Com esse desempenho, o Tocantins permaneceu na terceira posição entre os estados da Região Norte em valor exportado, com participação de 11% no total regional, além de ocupar o 15º lugar no ranking nacional.

Entre os municípios exportadores, Porto Nacional liderou o ranking, com US$ 362 milhões em vendas externas, impulsionadas principalmente pela soja, milho e derivados da extração do óleo de soja. Na sequência aparecem Santa Rosa do Tocantins, Almas, Palmas e Campos Lindos.

No ranking das importações, Palmeirante ocupou a primeira posição, com US$ 66,3 milhões, resultado impulsionado pela compra de adubos e fertilizantes. Palmas, Miranorte, Lagoa da Confusão e Porto Nacional completam a lista dos cinco municípios que mais importaram no primeiro semestre de 2026.

O avanço das exportações também passa pelo suporte de serviços públicos estadual ligados à defesa sanitária, à fiscalização e à infraestrutura. Que contribuem para a segurança sanitária da produção, enquanto a estrutura de apoio ao escoamento e à regulação ajuda a dar competitividade ao Tocantins no mercado nacional e internacional. A combinação entre agropecuária, indústria e acesso aos mercados internacionais mantém o comércio exterior como uma das principais frentes de geração de receita para o estado.

Fonte: Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), com dados de comércio exterior, e Boletim FAET.