
A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou um novo símbolo político e social nesta semana. Durante agenda pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, se aprovada, a proposta pode ser batizada como “Lei Rick Azevedo”, em referência ao vereador do Rio de Janeiro (RJ), Rick Azevedo, natural de Dianópolis e criado em Taipas do Tocantins.
“Essa lei, quando for aprovada, pode ser chamada Lei Rick Azevedo”, disse Lula ao destacar a atuação do parlamentar, que ficou conhecido por impulsionar o debate sobre jornadas de trabalho mais equilibradas por meio do movimento VAT (Vida Além do Trabalho).
A fala ocorreu durante um diálogo direto com Rick, que relatou sua trajetória marcada por anos de trabalho no comércio. “Eu trabalhei a vida inteira em supermercado, shopping, farmácia… e em 2023 eu estava extremamente esgotado, sem conseguir estudar, sem conseguir crescer”, contou.
Segundo ele, a experiência pessoal foi o ponto de partida para a mobilização. “Saí de uma cidade pequena do Tocantins para tentar a vida no Rio e só trabalhava, trabalhava, e não conseguia avançar. Tive burnout, depressão, e aí falei: chega. A classe trabalhadora já conquistou muitos direitos, e agora está na hora de lutar por uma escala mais justa”, afirmou.
A proposta de mudança na jornada que hoje, em muitos setores, prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso tem ganhado força nas redes sociais e no debate político. O movimento liderado por Rick ajudou a popularizar o tema, especialmente entre trabalhadores do comércio e serviços.
Após a repercussão da fala de Lula, o vereador usou as redes sociais para comentar o momento. Em tom emocionado, disse ainda estar assimilando o reconhecimento. “Não é sobre ego. É porque eu lembro exatamente de onde eu vim, do cansaço, da rotina puxada, da sensação de que a vida estava passando”, escreveu.
Rick também destacou o caráter coletivo da mobilização. “O que mais me emociona é saber que muita gente se vê nisso, viveu ou ainda vive essa realidade. Essa luta chegou onde chegou porque teve muita gente junto, acreditando e não deixando essa pauta morrer”, publicou.