
A defesa de Sabrina Feitosa, mãe de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, pediu a prisão preventiva do pai da criança, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito pela morte do menino. Em nota divulgada nesta quarta-feira (5), a advogada Stella Bueno afirmou que acompanha de perto as investigações e cobrou uma resposta rigorosa das autoridades diante da gravidade do caso.
Gustavo foi encontrado morto em uma residência na região norte de Palmas. Inicialmente, a defesa do pai alegou que a criança teria se afogado, mas o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou essa hipótese, conforme já divulgado pelas autoridades.
Segundo a advogada de Sabrina, embora o inquérito policial tramite sob sigilo absoluto, a defesa mantém contato com os órgãos responsáveis e adota todas as medidas para acompanhar a apuração dos fatos.
A nota informa que, diante dos elementos já divulgados, a expectativa é de que a autoridade policial represente pela prisão preventiva do pai da criança, para análise do Poder Judiciário.
Outro ponto destacado pela defesa é que a convivência de Gustavo com o pai ocorria por determinação judicial. Conforme a advogada, Sabrina não poderia impedir as visitas, já que o regime de convivência havia sido regulamentado pela Justiça. O eventual descumprimento da decisão poderia caracterizar alienação parental e até resultar na reversão da guarda em favor do pai.
A defesa informou ainda que pretende se manifestar futuramente, quando houver oportunidade e respeitado o sigilo das investigações, sobre o que classifica como um histórico de violência doméstica sofrido por Sabrina e sobre as circunstâncias que antecederam a morte da criança, descrita pela advogada como uma “tragédia anunciada”.
“Gustavo tinha apenas 3 anos. Sua morte exige respostas, responsabilidade e justiça”, afirmou a advogada Stella Bueno.
Por fim, a defesa disse que, neste momento, concentra esforços no acompanhamento das investigações, na busca por justiça para Gustavo e no acolhimento da mãe da criança. Também pediu respeito à dor da família, responsabilidade na divulgação das informações e cautela para evitar a disseminação de narrativas que culpabilizem Sabrina pela morte do filho.