
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, ocorrida em Palmas, e decidiu indiciar o pai da criança, o advogado Igor Veloso de Sousa, por vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. A madrasta do menino, Kathellen Moreira, será indiciada por vicaricídio e fraude processual.
A conclusão da investigação foi apresentada nesta segunda-feira, 28, durante coletiva de imprensa. Segundo o delegado Eduardo Menezes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as provas reunidas ao longo do inquérito sustentam o enquadramento da morte como vicaricídio.
O crime ocorre quando uma pessoa ligada afetivamente a uma mulher, como um filho, é morta com a finalidade de provocar sofrimento, punição ou exercer controle sobre ela. Durante as investigações, a Polícia Civil já apurava se Gustavo teria sido morto com o objetivo de atingir a mãe da criança.
Gustavo morreu no início de agosto, enquanto estava na casa do pai, em Palmas. A morte foi comunicada à polícia no dia seguinte. Inicialmente, Igor afirmou que o filho teria sofrido um afogamento na piscina da residência.
Os exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), no entanto, afastaram a hipótese de afogamento. A perícia apontou que a criança sofreu múltiplas agressões, além de apresentar graves lesões.
Investigação contra mãe e advogada é encerrada
Também nesta segunda-feira, 28, a Justiça do Tocantins determinou o trancamento definitivo da investigação contra Sabrina da Silva Feitosa, mãe de Gustavo, e a advogada Stella Bueno.
Ao conceder habeas corpus às duas, o juiz Marcio Soares da Cunha, da 3ª Vara Criminal de Palmas, concluiu que não havia justa causa para mantê-las como investigadas. A decisão também determinou a retirada dos nomes das duas dos registros relacionados ao inquérito.
Prisão do casal
Igor e Kathellen estão presos preventivamente desde 5 de agosto. As prisões foram decretadas poucos dias após a morte de Gustavo, durante o avanço das investigações sobre as circunstâncias do crime.
A defesa de Kathellen já apresentou pedidos de habeas corpus. A prisão preventiva, no entanto, foi mantida pela Justiça. O casal permanece preso enquanto o caso segue para as próximas etapas na esfera judicial.