Defesa diz que pai prestou socorro ao filho e se apresentou espontaneamente à polícia após morte de criança de 3 anos

A defesa do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa afirmou que ele tentou salvar o filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, após uma aparente situação de afogamento e que procurou espontaneamente a Polícia Civil para comunicar a morte da criança. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Palmas, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a causa do óbito.

Em nota, os advogados sustentam que Igor estava com o menino na piscina quando percebeu que a criança apresentava sinais de afogamento. Segundo a versão apresentada pela defesa, ele retirou o filho da água, realizou os primeiros socorros e conseguiu fazer com que o menino reagisse após expelir a água ingerida.

Ainda conforme o relato, diante da aparente melhora, o pai deu banho na criança e a colocou para descansar. Na manhã seguinte, porém, ao tentar acordá-la, percebeu que ela não respondia e já não apresentava sinais vitais.

Gustavo Veloso Feitosa

A defesa afirma que, abalado emocionalmente e desorientado com a situação, Igor deixou a residência, mas depois decidiu se apresentar espontaneamente à Polícia Civil. Segundo os advogados, ele comunicou o ocorrido, prestou esclarecimentos às autoridades e entregou as chaves do imóvel para que fossem realizados os trabalhos da perícia.

O posicionamento foi divulgado após a repercussão do caso e das informações preliminares divulgadas pelo Instituto Médico Legal (IML). Em entrevista, o diretor do órgão, Eduardo Godinho, informou que a análise inicial apontou morte por laceração intestinal e hemorragia interna e externa, além de afirmar que, até o momento, não foram identificados indícios de afogamento.

A Polícia Civil informou que o pai é investigado, mas ressalta que a dinâmica da morte ainda depende da conclusão dos laudos periciais. O delegado Eduardo Menezes afirmou que os exames serão fundamentais para determinar se o caso foi resultado de um acidente ou se houve homicídio.

Os advogados também destacaram que Igor tem colaborado com as investigações e que os esclarecimentos sobre o caso deverão ocorrer no curso do inquérito policial.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) informou que acompanha o caso e aguarda a conclusão das investigações pelas autoridades competentes. Até o momento, não há conclusão oficial da Polícia Civil sobre as circunstâncias da morte da criança.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins