
Na convenção que homologou sua candidatura ao Governo do Tocantins, nesta quarta-feira, 5, Vicentinho Júnior (PSDB) transformou um apagão em cena de superação e resistência. Com o sistema de áudio e iluminação interrompido no estacionamento do Ginásio Ayrton Senna, em Palmas, o candidato deixou o palco, subiu em um paredão de som e, iluminado por celulares da multidão, concluiu o discurso reforçando que as dificuldades não vão impedir o projeto político do grupo. “Pode ser difícil, podem tentar nos calar, mas não vão tirar o nosso sangue e a nossa vontade de lutar”, afirmou.
Ao comentar o episódio, Vicentinho sugeriu que o apagão poderia ter sido resultado de uma sabotagem e mencionou que alguém teria retirado a bomba do gerador usado na estrutura do evento. O tucano disse que, mesmo diante de obstáculos, a mobilização popular permaneceu firme. “Eu queria que eles vissem essa imagem que eu estou vendo aqui. O povo está gemendo”, disse, apontando para o público que permaneceu no local.
Durante o discurso, o candidato voltou a dizer que servidores públicos e trabalhadores estariam sendo intimidados por apoiarem sua candidatura. “Tem gente que diz: ‘Eu vou votar em você, mas não posso me manifestar porque senão perco meu emprego’. Nós sabemos da dificuldade que muitos estão enfrentando”, declarou.
Críticas à atual gestão
Vicentinho afirmou que o Estado enfrenta problemas em diversas áreas e prometeu uma administração voltada para a população, sem perseguições políticas. “Não vou ser governador para servir a ninguém, para retaliar ninguém ou para tomar dinheiro de servidor. Vamos respeitar o povo tocantinense, as mulheres e todas as pessoas deste Estado”, disse.
Ele também citou filas na saúde e cobrou melhorias na segurança pública. “As pessoas estão nos corredores dos hospitais. O Tocantins precisa colocar policiais ostensivos no interior do Estado”, pontuou.
Em outro momento, voltou a mencionar supostas pressões políticas sofridas por apoiadores. “Peço proteção para cada mãe e pai de família que foi perseguido porque curtiu uma publicação, porque declarou apoio”, afirmou.
O candidato disse ainda que mantém a confiança de que a campanha superará as adversidades. “Aprendi na vida que não existe tempestade que dure para sempre. Não existe deserto que Deus não faça florescer”, declarou.
Fé e resistência
Em um dos trechos mais emocionados do pronunciamento, Vicentinho atribuiu sua caminhada à fé e disse que seguirá firme apesar das dificuldades. “Eles não vão me tirar dessa caminhada. O que me sustenta é a minha fé, as orações da minha família e de todos aqueles que acreditam nesse projeto”, ressaltou.
Exaltação da chapa
Ao retomar o discurso após o apagão, Vicentinho elogiou os companheiros de chapa, o candidato a vice-governador Amélio Cayres (MDB) e o candidato ao Senado Alexandre Guimarães (MDB), classificando a composição como a mais preparada para governar o Estado. “Nós temos a melhor chapa. Temos o melhor candidato a vice-governador desta eleição. Nunca esteve tão fácil para o tocantinense olhar para duas chapas e decidir o futuro do Estado”, disse.
O tucano também homenageou o ex-governador Siqueira Campos, fundador do Tocantins, e lembrou que a convenção ocorreu no Ginásio Ayrton Senna, comparando o espírito de superação do piloto brasileiro ao momento vivido por sua campanha.
Encerrando a fala, pediu união dos apoiadores para os próximos meses de campanha e afirmou que pretende levar uma mensagem de esperança e prosperidade aos 139 municípios tocantinenses.
Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!
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