
O vereador Marcos Duarte (PSD), de Araguaína, foi alvo de mandado de busca nesta quarta-feira (6) em uma operação da Polícia Federal. A investigação apura supostos crimes eleitorais envolvendo a compra de votos e a prática de caixa dois durante as eleições de 2024.
Ele afirmou que recebeu com tranquilidade mas também com estranheza. Afirmou ainda que a verdade será estabelecida e que mantém aja pré candidatura de estadual.
Veja a íntegra da posição dele:
Nota à imprensa
Recebi a operação da Polícia Federal com tranquilidade, mas também com estranheza. Já se passaram dois anos desde a eleição municipal, e apenas agora, em período de pré-campanha para deputado estadual, surge essa ação baseada em uma suposta denúncia anônima.
Ressalto que todas as minhas contas foram devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral, o que demonstra a lisura da minha atuação ao longo do processo eleitoral.
Sempre atuei com responsabilidade e respeito à lei. Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos e confio plenamente nas instituições. Acredito que a verdade será restabelecida.
Sigo firme na minha pré-candidatura. Continuarei trabalhando com seriedade e compromisso com a população.
A Operação
A PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Araguaína durante a manhã desta quarta-feira. Os mandados foram expedidos pelo juízo da 34ª Zona Eleitoral. A ação foi chamada de Operação Palavra-Chave.
Segundo a PF, os membros de um grupo político foram orientados a realizar atividades de militância em favor de um candidato a vereador, mas os serviços não foram declarados na prestação de contas do candidato. Isso, para a polícia, pode configurar o crime conhecido como caixa dois.
Também são investigados possíveis crimes de compra de votos e coação de servidores públicos.
“Essa mesma notícia de fato, ela reportava também a prática de pressão sobre servidores municipais, os quais, caso não votassem no candidato indicado, poderiam perder os seus cargos”, explicou o delegado Alan Marcelo Braga Carvalho.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção eleitoral, falsidade ideológica em contexto eleitoral, coação e organização criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar 17 anos de reclusão.
O nome da operação faz referência ao esquema de compra de votos, classicamente relacionado a mecanismos fraudulentos de autenticação do voto, utilizados para assegurar o cumprimento da promessa eleitoral.