
A dor pela morte do filho Gustavo Veloso, de apenas 3 anos, ganhou mais um capítulo para Sabrina da Silva Feitosa. Após o Dia de Finados, celebrado no último domingo, 2, quando visitou o local onde a criança está sepultada, a mãe fez um apelo nas redes sociais para conseguir construir o túmulo do menino.
Gustavo morreu em agosto deste ano, em Palmas, após sofrer agressões do próprio pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, que confessou ter espancado a criança durante um fim de semana em que ela estava sob seus cuidados.
Em publicações feitas nos stories do Instagram, Sabrina contou que tem recebido mensagens de pessoas interessadas em ajudá-la a enfrentar esse momento, inclusive oferecendo contribuições financeiras.
“Tenho recebido mensagens de pessoas querendo me ajudar neste momento tão doloroso, inclusive de pessoas perguntando pelo meu Pix”, escreveu.
A mãe explicou que precisa de recursos para a construção do túmulo de Gustavo e que qualquer ajuda será importante para realizar esse desejo.
“Embora eu precise muito dessa ajuda para a construção do túmulo do meu filho, cada contribuição será recebida de coração e com muita gratidão”, afirmou.
Sabrina também agradeceu às pessoas que têm demonstrado solidariedade desde a morte da criança.
“Sou imensamente grata a todos que estão se solidarizando comigo neste momento tão difícil”, declarou.
Em outra publicação, ela divulgou uma chave Pix que identificou como a única oficial para quem deseja contribuir: 06826923106.
O pedido ocorre cerca de três meses após a morte de Gustavo.
Relembre o caso
Gustavo Veloso foi encontrado morto no dia 2 de agosto de 2026, na casa do pai, na região norte de Palmas.
Durante depoimento à Polícia Civil, Igor Veloso confessou que agrediu o filho depois de se irritar ao encontrá-lo em uma piscina sem autorização. O advogado relatou ter desferido chutes e pisões contra a criança.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Gustavo morreu em consequência de uma hemorragia interna provocada por lesões graves em diferentes partes do corpo. A perícia também identificou sinais de violência sexual, acusação negada pelo pai.
Igor e a madrasta do menino, Kathellen Moreira da Silva, estão presos preventivamente e se tornaram réus após a Justiça aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Tocantins.
O pai responde por acusações de vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. Já a madrasta é acusada de vicaricídio, por suposta omissão diante das agressões, e fraude processual.
A defesa de Igor afirmou anteriormente que os fatos serão esclarecidos no processo. A defesa de Kathellen sustenta que ela não participou das agressões, não tinha conhecimento da violência praticada contra a criança e apresentará provas de sua inocência à Justiça.
Enquanto o caso segue na esfera judicial, Sabrina tenta reunir recursos para construir o túmulo do filho e agradece o apoio recebido de pessoas sensibilizadas com sua história.