
O clima de críticas e acusações se intensificou na Assembleia Legislativa esta semana com vários discursos de oposicionistas. Uma das pautas foi uma acusação e denúncia verbal sobre o HRA.
O deputado estadual Jorge Frederico (PSDB) acusou esta semana sessão da Assembleia Legislativa que funcionários do Hospital Regional de Araguaína (HRA) estão sendo alvo do que classificou de política “barata e covarde”.
Segundo relatos que ele diz que recebeu, os profissionais estão sendo obrigados a manifestar apoio a pré-candidatos da base do governo do Estado nas redes sociais. “Estão chamando no RH [recursos humanos] pessoas que não estão postando foto do candidato “A” ou “B” apoiado pelo Palácio [Araguaia] e mandando para a rua”, disse.
Para o parlamentar, isso é um desrespeito com os profissionais. Ele cobrou posicionamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). “Servidores trabalham com medo. O hospital está um caos. E há essa politicagem barata”, disse. “O Hospital Regional de Araguaína está matando as pessoas por uma política barata e covarde. Esquecem de quem mais precisa para pensar numa eleição que vai acontecer em outubro”, complementou.
Secretário
Procurado pela Gazeta, o secretário de saúde, Carlos Felinto negou as acusações. “Isso não está acontecendo”, disse.
“Em nenhum momento nunca houve nem há recomendação para reunir e pressionar servidor para apoiar candidaturas, jamais coaduno com esse tipo de prática, não há nenhum tipo de cobrança nem de pressão”, afirmou.
Ele reafirmou: “não há nenhum tipo de prática neste sentido”, garantiu.
O titular afirmou também que não há nenhum tipo de negligência no atendimento ás unidades de saúde principalmente no HRA. “Todos os pacientes são acolhidos, a região de Araguaína sofre uma grande pressão no sistema de saúde com uma carga muito grande da demanda por causa da dengue por isso estamos com as unidades cheias “, disse.