
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Tocantins denunciou, neste domingo uma ação da Polícia Militar que, segundo o movimento, teria resultado em um despejo considerado ilegal e marcado por violência contra famílias do Acampamento Irmã Dorothy, no município de São Sebastião do Tocantins, na região do Bico do Papagaio.
De acordo com o MST, a ação ocorreu em uma área identificada como Lote 15P, que, segundo o movimento, seria uma terra pública da União já contemplada pela Portaria nº 1.684/2026, responsável pela criação de um Projeto de Assentamento. Ainda conforme o movimento, as famílias estavam no local desde o dia 14 de abril em uma ocupação que classificam como legítima, com o objetivo de garantir a inscrição no assentamento e denunciar supostos casos de grilagem e especulação imobiliária na região.
O MST afirma que a Polícia Militar atuou “como braço armado do latifúndio” ao realizar o despejo sem ordem judicial. Segundo o movimento, policiais teriam entrado na área sem identificação, promovendo agressões físicas e verbais contra os trabalhadores. O grupo também alega que houve imobilização de homens, subtração de documentos pessoais e retirada forçada das famílias em veículos que, de acordo com a denúncia, pertenceriam a um fazendeiro da região.
Na denúncia, o MST classifica a ação como um “cenário de barbárie”, afirmando que houve violação de direitos humanos e afronta à soberania sobre terras da União. O movimento também acusa a Polícia Militar de agir como uma “milícia rural” durante a operação.
Diante dos fatos, o MST Tocantins informou que está cobrando providências do Ministério Público Federal e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, defendendo que a área pertence à União e que o direito das famílias ao assentamento “é inegociável”.
Até o momento, não houve manifestação oficial da Polícia Militar do Tocantins sobre as acusações. Assim que houver manifestação da PM a Gazeta vai publicar em detalhes.