
A história de Palmas também está debaixo d’água. A cerca de 9 metros de profundidade, um mergulho no Lago de Palmas revelou estruturas que ficaram submersas após o enchimento do reservatório do Rio Tocantins, entre 2001 e 2002.
O responsável pelo registro foi o tenente-coronel Marques, que encontrou no fundo do lago vestígios das antigas margens do rio e estruturas que existiam antes da formação do reservatório.
Entre os achados está um micro-ônibus, hoje completamente submerso. O veículo faz parte do cenário escondido sob as águas e ajuda a dimensionar a transformação provocada pela formação do lago.
As imagens registradas durante o mergulho mostram um pedaço de uma paisagem que deixou de existir há mais de duas décadas. Com a elevação do nível das águas para a formação do reservatório, áreas que faziam parte da rotina da região ficaram permanentemente cobertas.
O mergulho transforma o fundo do lago em uma espécie de cápsula do tempo. A cada exploração, aparecem estruturas e objetos que ajudam a reconstruir como era a região antes de o Rio Tocantins ocupar o espaço que hoje compõe a paisagem do Lago de Palmas.
O reservatório começou a ser formado com o enchimento da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães, entre 2001 e 2002. Desde então, parte da antiga paisagem permanece preservada sob a água, invisível para quem observa o lago da superfície.
Mais de 20 anos depois, os registros feitos durante o mergulho trazem novamente esses vestígios à vista, desta vez, pelas lentes de quem consegue chegar ao que ficou escondido no fundo do Lago de Palmas.