Calor pode causar queimaduras nas patas e desidratação em pets; saiba como prevenir

Adaptar os horários dos passeios, manter água fresca disponível e garantir ambientes sombreados e ventilados são medidas que ajudam a prevenir desidratação, queimaduras nas patas e superaquecimento do organismo de cães e gatos em períodos de calor intenso. A Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal de Palmas (Sebem) orienta os donos de pets da Capital que, em dias quentes, os passeios devem ocorrer, preferencialmente, antes das 9 horas ou depois das 18 horas, desde que a temperatura esteja amena.

Antes de sair, o tutor deve encostar a palma da mão no chão: se estiver quente para a pele, também pode machucar as patas do animal. Mesmo nos horários indicados, o piso pode conservar calor, por isso é necessário verificar as condições e levar água para oferecer durante o percurso.

Dentro de casa, a orientação da Sebem é distribuir vários potes de água limpa em locais acessíveis e protegidos do sol, com trocas frequentes e higienização dos recipientes. Alguns cubos de gelo podem ser adicionados à água para mantê-la fresca por mais tempo, com atenção aos animais que tentam engoli-los inteiros. Cães e gatos também devem ter liberdade para descansar em espaços arejados e com sombra.

A médica veterinária e diretora de Saúde Animal, Fernanda Vieira, alerta para os sinais de hipertermia. “A respiração muito ofegante, principalmente quando o animal está em repouso, merece atenção. Se vier acompanhada de salivação intensa, fraqueza ou dificuldade para se levantar, é necessário procurar atendimento veterinário imediatamente. Enquanto busca ajuda, leve o animal para um ambiente fresco e ventilado.”

Os cuidados também devem alcançar os animais em situação de rua e os comunitários. Moradores e comerciantes podem disponibilizar recipientes firmes com água limpa em frente às casas e aos estabelecimentos, sempre na sombra e sem obstruir a passagem. A água deve ser renovada ao longo do dia, e os potes precisam ser lavados regularmente.

A Sebem reforça ainda que os animais que procuram sombra e abrigo não devem ser espantados. Permitir que descansem em um local seguro e protegido do sol é uma forma de contribuir para o bem-estar desses cães e gatos durante os períodos mais quentes.

Texto: Ennya Sophia Crispim, estagiária sob supervisão da jornalista Fernanda Leme

Edição: Juliana Matos