
A morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, em Palmas, passou a mobilizar familiares de vítimas de crimes que marcaram o país. Entre eles está Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, assassinada em 2008, que usou as redes sociais para comentar o caso e cobrar punição aos responsáveis.
Em um vídeo, Ana Carolina disse que a história de Gustavo expõe falhas que, segundo ela, continuam colocando crianças em situação de vulnerabilidade. Ela lembrou das imagens divulgadas antes da morte do menino, nas quais Gustavo aparece chorando e dizendo que não queria ir para a casa do pai porque era agredido.
“Essa mãe grava um vídeo de um menininho chorando, implorando para não ir e afirmando que o pai batia nele”, afirmou.
Ao comentar o caso, Ana Carolina também criticou a aplicação da Lei da Alienação Parental. Segundo ela, muitas mães deixam de agir por receio de serem acusadas de impedir o convívio entre pais e filhos.
“Essa mãe teve que mandar o filho para não entrar na Lei da Alienação Parental. Para que essa lei serve? Só para favorecer abusadores e agressores. Essa história prova exatamente isso.”
A mãe de Isabella ainda comparou a morte de Gustavo a outros crimes de grande repercussão envolvendo crianças vítimas de pessoas do próprio núcleo familiar, como os casos de sua filha e de Henry Borel, morto em 2021.
“Quem deveria proteger foi quem tirou a vida dessa criança. Punição é pouco para o que ele deve pagar. A culpa que essa mulher vai carregar por anos e anos é de cortar o coração. Todo mundo se comoveu com essa história.”
O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal (IML), que concluiu que Gustavo morreu em decorrência de hemorragias interna e externa provocadas por múltiplas agressões. O exame descartou a versão inicial de afogamento apresentada pelo pai e apontou lesões graves compatíveis com violência extrema. A investigação também apura indícios de violência sexual.
Na quinta-feira, 6, a Justiça decretou a prisão preventiva do pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, e da madrasta, Kathellen Moreira. Os dois são investigados pela morte do menino e permanecem à disposição da Justiça enquanto o inquérito é conduzido pela Polícia Civil.