Vista aérea de Guaraí
Vista aérea de Guaraí

O Tribunal do Júri de Guaraí acolheu as teses apresentadas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) e condenou João Bricis Mota Rodrigues, Antonio dos Reis Ferreira e Francisco da Silva Junior pelo homicídio de Pedro Henrique Nunes de Sousa, ocorrido em maio de 2025, em frente a uma barbearia, nas proximidades da Faculdade Guaraí. 

As penas foram fixadas em 18 anos e 9 meses de prisão para Antonio e Francisco e em 18 anos, 9 meses e 15 dias para João. Todos cumprirão em regime inicial fechado.

Os jurados reconheceram o homicídio qualificado pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. No caso de João Bricis, o Conselho de Sentença também reconheceu a participação de menor importância no crime.

O crime

O homicídio ocorreu em 24 de maio de 2025, por volta das 15h50, na Avenida JK, em frente a uma barbearia localizada nas proximidades da Faculdade Guaraí.

Pedro Henrique estava sentado em uma cadeira na porta do estabelecimento quando João Bricis e Antonio dos Reis chegaram ao local em uma motocicleta. João conduzia o veículo e Antonio estava na garupa.

Segundo a acusação, Antonio desceu da motocicleta com uma arma de fogo e efetuou três disparos contra a vítima, atingindo-a na região da cabeça. O laudo pericial apontou que os tiros foram efetuados a curta distância e que a morte foi provocada por traumatismo cranioencefálico.

A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Adriano Zizza Romero.

De acordo com a denúncia do MPTO, o crime teria sido motivado por uma disputa entre facções criminosas em Guaraí. As investigações apontaram que a vítima integraria o Comando Vermelho e que os acusados fariam parte do Primeiro Comando da Capital (PCC). Também teriam sido identificadas ameaças divulgadas pelas redes sociais entre integrantes dos grupos rivais.

Júri acolheu tese defendida pelo MPTO

Na denúncia, a 1ª Promotoria de Justiça de Guaraí sustentou que o homicídio foi praticado mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima, já que Pedro Henrique foi surpreendido enquanto estava sentado em frente ao estabelecimento. Durante o julgamento, o Ministério Público pediu a condenação dos três acusados, tese acolhida pelo Conselho de Sentença.

A sentença determinou ainda a manutenção da prisão cautelar dos três condenados e a execução imediata das penas impostas pelo Tribunal do Júri.