Arlinda Carla Cidadã palmense e a valorização das causas que acolhem vidas

Receber o título de cidadã palmense não é apenas uma honraria protocolar. É, talvez, o mais alto grau de pertencimento que alguém pode alcançar em relação a este Estado. É quando o Palmas e o Tocantins, oficialmente, decidem dizer: “você também é parte da nossa história”.

E há simbolismos que ultrapassam o gesto político e entram no campo da sensibilidade social. O reconhecimento concedido nesta quinta-feira à advogada Arlinda Carla Gomes carrega exatamente esse significado.

Mais do que esposa do vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, Arlinda construiu ao longo dos anos uma imagem ligada à defesa da inclusão, das famílias atípicas e das causas sociais que, muitas vezes, permanecem invisíveis aos olhos do poder público. Seu reconhecimento simboliza também um Tocantins que começa a compreender que inclusão não pode ser pauta secundária, precisa ser prioridade humana.

Há algo profundamente emblemático no fato de ela receber este título justamente no momento em que Palmas se prepara para entregar o 1º Centro de Educação e Saúde Inclusiva Sarah Gomes, projeto que leva o nome de sua filha e que nasce como um gesto concreto de acolhimento às crianças e famílias que vivem diariamente os desafios da inclusão.

O Sarah Gomes não representa apenas uma obra física. Representa uma mensagem. A de que existe um Tocantins e uma Palmas que precisam ser abraçado com mais empatia, mais políticas públicas e mais sensibilidade. Um Tocantins das mães que lutam silenciosamente por terapias, diagnósticos, acessibilidade e dignidade. Um Tocantins das famílias que transformam dor em força e ausência de políticas em mobilização social.

E talvez seja exatamente isso que Arlinda Carla passe a representar oficialmente a partir deste título: a humanização das causas sociais.

Num tempo em que a política muitas vezes se distancia das dores reais das pessoas, reconhecer alguém que construiu sua atuação em torno do cuidado, da inclusão e da escuta tem um peso simbólico importante. Não se trata apenas de homenagear uma personalidade pública. Trata-se de reconhecer uma bandeira. Ao lado do senador Eduardo Gomes, que além de marido é um apoiador sensível a todas as causas sociais, Carla se tornou uma voz potente também do mandato dele com interlocuções práticas importantes, uma líder que acolhe e foi acolhida também pelas mulheres, pelas entidades e que conhece de perto a radiografia de um Tocantins social. Fez do seu lugar de esposa e pela afinidade que construiu com o Estado um espaço legítimo e forte onde também se soma esforços para ajudar as causas tocantinenses.

Palmas cresce quando entende que pertencimento não nasce apenas do local onde alguém nasceu, mas da capacidade que essa pessoa tem de cuidar, transformar e deixar legado.

Ao se tornar cidadã palmense, Arlinda Carla também ajuda a consolidar uma ideia poderosa: a de que inclusão não é favor, não é pauta lateral e nem discurso de ocasião. Inclusão é compromisso civilizatório.

E o Estado que compreende isso demonstra maturidade social para olhar, finalmente, para quem mais precisa ser visto.