
É tempo de colheita do jatobá, o cheiroso fruto do Cerrado, que contribui para enriquecer a alimentação dos sertanejos e comunidades tradicionais. E é em torno desse alimento versátil e nutritivo, que também ganha cada vez mais espaço no mercado de superalimentos, que a comunidade quilombola Poço Dantas, em Almas, reúne-se neste sábado, 26, para a 1ª Farinhada do Jatobá da região sudeste do Tocantins.
O evento é uma realização da Associação de Apoio às Unidades de Conservação – Onça D’água; com apoio da Associação de Apicultores e Melinopicultores de Almas e Região (Apiam); e da Aura Minerals.
As atividades se iniciam às 8 horas, com acolhimento e apresentações culturais, na residência do casal de mestres professor Daniel e Eufrozina Crisóstomo, onde está sediada a associação da comunidade.
Será um dia inteiro de trocas, vivências e conhecimentos tradicionais, numa celebração dos sabores do Cerrado e das riquezas da ancestralidade negra.
Colheita
A colheita, que vem sendo realizada nos últimos dias por toda a comunidade, gerou sacas do fruto que foram entregues pelos moradores na residência dos anfitriões à espera da farinhada.
Do caule ao fruto
O jatobazeiro, árvore que produz o fruto, é abundante na região, mas é encontrado também em todo o Brasil. A árvore tem potencial ornamental e possui madeira nobre, o que a coloca na lista de espécies em extinção, de acordo com dados da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).
As cascas e as folhas têm poder medicinal e seu fruto, além de consumido na forma natural, também serve a vários preparos a partir da farinha, cujos saberes também serão compartilhados neste sábado, 26.