
A Justiça expediu medida protetiva contra o policial militar envolvido na ocorrência registrada na última quarta-feira, 6, em um condomínio residencial de Palmas, episódio que gerou medo entre moradores após relatos de invasões de apartamentos e danos em unidades habitacionais.
A decisão foi emitida pela Vara Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Palmas. Conforme o documento, o policial está proibido de manter contato com as mulheres requerentes por qualquer meio de comunicação e também não poderá se aproximar delas a uma distância inferior a 200 metros sem autorização judicial.
A medida ainda determina a participação do militar em grupos reflexivos e oficinas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica.
Apesar da decisão, o policial continua residindo no condomínio, situação que segue causando insegurança entre parte dos moradores, principalmente mulheres que participaram do pedido judicial. Segundo relatos feitos à reportagem, algumas moradoras afirmam não se sentir seguras com a permanência do militar no residencial após os acontecimentos da semana passada.
O caso ganhou repercussão depois que vídeos gravados por moradores passaram a circular nas redes sociais mostrando a movimentação intensa de equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) dentro do condomínio.
Testemunhas relataram momentos de pânico durante a ocorrência. Conforme moradores e administração do residencial, o policial teria invadido apartamentos, arrombado portas e causado danos materiais enquanto procurava uma mulher com quem manteria vínculo pessoal.
A administração do condomínio informou que cinco apartamentos teriam sido invadidos e quatro portas danificadas. Entre os moradores atingidos estaria uma mulher com um bebê recém-nascido.
Em nota divulgada após o caso, a Polícia Militar informou que o militar apresentava “alteração comportamental” no momento da ocorrência. A corporação confirmou que ele acessou apartamentos antes de ser contido pelas equipes policiais.
Segundo a PM, o policial recebeu atendimento médico na UPA Norte e, após alta, seria apresentado à autoridade policial responsável pelo caso. A Corregedoria-Geral da corporação também instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta do militar.
O Condomínio Residencial Brisas do Lago contestou parte da versão apresentada inicialmente pela PM e afirmou que funcionários do residencial agiram para proteger moradores durante a confusão.