
A Professora Janad Valcari (PP) segue como a candidata a deputada federal mais votada do Tocantins. Com 41,40% das seções totalizadas, ela tem 40.837 votos, ou 11,21% dos válidos, segundo o TSE. Jair Farias (União) vem logo atrás, com 38.250 votos (10,50%). Os dois somam mais de um quinto de todos os votos válidos para a Câmara no estado.
O Tocantins elege 8 deputados federais, e a eleição é proporcional. As cadeiras vão primeiro para partidos e federações, conforme o total de votos de cada legenda. Depois, cada legenda ocupa suas vagas com os candidatos mais votados. Até agora foram contados 362.362 votos válidos, e o quociente eleitoral parcial está em cerca de 45.295 votos por cadeira.
A projeção mudou desde a parcial anterior. O Republicanos lidera entre as legendas, com 111.644 votos, e hoje ficaria com 4 das 8 vagas. A federação União Brasil–PP soma 106.715 votos e teria 3 cadeiras. O PL, com 38.376 votos, garantiria 1 vaga.
A mudança se explica pela regra das sobras: só disputam as vagas restantes as legendas que alcançam pelo menos 80% do quociente, hoje cerca de 36,2 mil votos. O PL passou dessa linha. Já a federação PSDB–Cidadania, com 34.881 votos, e o Podemos, com 34.574, ficaram abaixo do limite e, por enquanto, sem cadeira. A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 23.892 votos e está longe do mínimo.
Pela projeção, estariam eleitos Professora Janad Valcari (PP), Jair Farias (União) e Coronel Barbosa (União), com 13.382 votos, pela federação União–PP. Pelo Republicanos, entrariam Lucas Campelo, com 29.946 votos; Ricardo Ayres, com 29.244; Fabio Vaz, com 28.665; e Alfredo Júnior, com 18.594. Pelo PL, ficaria com a vaga Filipe Martins, com 26.091 votos.
O principal prejudicado nesta parcial é Sandoval Cardoso (Podemos). Ele é o sétimo candidato mais votado do estado, com 25.840 votos (7,09%), mas ficaria fora da Câmara porque seu partido não atingiu o mínimo para disputar as sobras. Se o Podemos crescer cerca de 1,7 mil votos em relação ao limite, Sandoval volta a ter chance de vaga.
O PSDB está na mesma situação. Cinthia Ribeiro tem 11.547 votos e Iratã Abreu, 11.295, e os dois dependem de a federação PSDB–Cidadania passar dos 80% do quociente. Pelo PT, Célio Moura soma 9.262 votos.
Entre os demais candidatos, Luana Nunes (União) tem 10.446 votos e seria a primeira suplente da federação União–PP. Tiago Dimas (Podemos) tem 7.827 votos, Osires Damaso (PSDB) tem 6.742 e Mauricio Buffon (PL), 5.993.
Os votos em branco somam 2,90% e os nulos, 2,79%. A abstenção está em 18,30%.
Mais da metade das urnas ainda não foi apurada, e a disputa pelas últimas cadeiras continua aberta. O ponto mais sensível é a corrida de Podemos e PSDB–Cidadania para alcançar o mínimo das sobras. Se um deles conseguir, a quarta vaga do Republicanos pode mudar de dono.
Projeção calculada pela redação a partir dos dados parciais do TSE. O resultado oficial depende da totalização final pela Justiça Eleitoral.
Atualizado às 17h49 de 4 de outubro de 2026 (horário de Brasília) · Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)