Dorinha vota acompanhada de prefeito e Gomes, destaca participação das mulheres na política e pede que eleitores compareçam às urnas

A candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha Seabra (União Brasil), votou na manhã deste domingo, 25, no Colégio Mackenzie, em Palmas, e aproveitou a ocasião para fazer um balanço da campanha eleitoral. Acompanhada do candidato a vice-governador, Atos Gomes, do senador reeleito Eduardo Gomes, do prefeito da capital, Eduardo Siqueira Campos, e de apoiadores, ela destacou a participação das mulheres na política, defendeu o respeito às diferenças e pediu que os eleitores compareçam às urnas neste segundo turno.

Após uma disputa marcada por debates e intensa movimentação política, Dorinha afirmou que encerra a campanha satisfeita com o trabalho realizado e com a oportunidade de apresentar seu projeto para o estado.

Segundo a candidata, a mobilização reuniu lideranças políticas, jovens e representantes de diferentes setores da sociedade em torno das propostas defendidas ao longo da campanha. “A nossa campanha foi uma oportunidade de conversa, de diálogo. Nós fizemos uma campanha propositiva. Acho que isso ficou claro quando a gente sentou com todas as categorias e andou nesse estado inteiro”, declarou.

Dorinha ressaltou que percorreu praticamente todos os municípios tocantinenses durante os 45 dias de campanha e avaliou que o plano de governo ganhou espaço nas discussões com a população. “Normalmente, o plano de governo é um documento que é entregue por força de uma legislação. Nós falamos muito do plano de governo”, afirmou.

“Nós não queremos favor, queremos respeito”

Única mulher na disputa pelo Governo do Tocantins neste segundo turno, Dorinha apontou o tratamento dado às mulheres na política como um dos principais aprendizados da campanha.

Para ela, ainda há obstáculos a serem superados para garantir uma participação feminina em condições de igualdade nos espaços de poder. “Nós temos que avançar muito ainda em relação ao respeito às mulheres. Nós não queremos flor no Dia da Mulher, nós não queremos favor, nem perfume, nem presente. Queremos respeito”, declarou.

A candidata afirmou que a mudança precisa começar pela educação e alcançar as relações cotidianas, inclusive no ambiente político. “Não é a Dorinha. É a mulher que precisa ser respeitada”, enfatizou.

Durante a entrevista, ela também chamou atenção para a necessidade de dar visibilidade a grupos historicamente vulnerabilizados, citando a população indígena como exemplo.

Dorinha defendeu que o respeito às diferenças e o reconhecimento das mulheres, que representam mais da metade da população, sejam trabalhados também por meio da educação.

Busca por votos de outros candidatos

Questionada sobre a possibilidade de conquistar eleitores que haviam escolhido outros nomes no primeiro turno, Dorinha disse que sua campanha procurou dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.

Segundo ela, o objetivo foi manter o apoio recebido na primeira etapa da eleição e ampliar a votação entre indecisos e pessoas que haviam optado por outras candidaturas. “Nós trabalhamos conversando com todo mundo. Acho que o nosso trabalho foi para manter os votos que nós tínhamos, mas também trazer os indecisos que votaram em outras pessoas”, explicou.

Apuração será acompanhada em casa

Dorinha também contou como pretende acompanhar a apuração dos votos neste domingo.

Segundo a candidata, o hábito é permanecer em casa durante a contagem, em um momento reservado, antes de se reunir com os apoiadores. “Eu sempre acompanho na minha casa, sozinha. Depois da apuração, qualquer que seja o resultado, eu vou estar junto com as pessoas”, afirmou.

Ao encerrar a entrevista, a candidata reforçou o pedido para que a população participe da votação, independentemente da preferência política. “A nossa expectativa é que as pessoas possam exercer o seu direito ao voto, seja qual for a escolha. Não vote em branco, não deixe de votar”, concluiu.

O segundo turno das eleições estaduais ocorre neste domingo, 25, quando os tocantinenses escolhem quem assumirá o Governo do Estado pelos próximos quatro anos.